Técnica afirma que torcedores têm direito de cobrar após perda da liderança do Brasileirão Feminino

A derrota do Corinthians por 3 a 1 para o Internacional, na última rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino, aumentou a pressão sobre Emily Lima. O resultado fez o Corinthians perder a liderança da competição.

Depois do revés, a treinadora precisou responder às cobranças dos torcedores, que protestaram contra o trabalho da comissão técnica. Emily Lima não ignorou a insatisfação e afirmou que entende o direito da torcida de questionar o desempenho da equipe.

"Quanto à torcida, eu acho que eu tenho que responder ao clube, ao Corinthians, à minha diretora, ao meu presidente. E a torcida está no direito dela de cobrança", disse a treinadora, em entrevista coletiva, antes de prosseguir:

"Eu sei o que eu faço durante a semana. O nosso grupo faz durante a semana em relação a trabalho. E futebol, muitas vezes, acontece disso", explicou Emily Lima que soma passagens pelas seleções do Brasil, Peru e Equador.

A manifestação ocorre em um momento delicado para o Corinthians. A equipe perdeu a liderança justamente na última rodada da primeira fase e agora terá de disputar as quartas de final sob maior cobrança. O cenário aumenta a responsabilidade de Emily Lima.

O Corinthians entra no mata-mata precisando apresentar uma resposta rápida, principalmente porque terá pela frente um adversário que já conseguiu derrotá-lo na competição. Apesar da pressão, a técnica lembrou a equipe teve chances suficientes para construir outro resultado.

"A bola não entrou, a gente precisa caprichar e colocar ela dentro do gol. Foi futebol. A gente em 10 minutos de jogo teve três chances que a gente não pode deixar de fazer. E a equipe vai ganhando força, expectativa, encaixa uma bola de transição, uma bola longa", avaliou.

Emily Lima também evitou apontar uma jogadora específica pelos gols sofridos contra o Internacional. Na avaliação da treinadora alvinegra, as falhas foram coletivas e envolveram principalmente a transição defensiva.

"Eu acho que coletivo, né? A gente não pode pontuar alguém pelos gols. A gente acabou que não foi feliz na nossa transição defensiva. Então, as nossas coberturas ofensivas não foram as melhores", explicou a comandante alvinegra.

O diagnóstico aumenta a lista de ajustes antes do mata-mata. Além de melhorar a conclusão das jogadas, o Corinthians precisará reduzir os espaços concedidos aos adversários. A própria técnica reconheceu que o problema pode ter consequências ainda maiores na próxima fase.

"Na conclusão, a gente tem que ser matadora nessa fase. Se a gente continuar falhando, se a gente continuar desperdiçando possibilidades, a gente pode vir a sofrer e até mesmo a eliminação pode acontecer", finalizou.

O Corinthians inicia o mata-mata com uma missão clara de mostrar uma reação dentro de campo. O adversário do Corinthians nas quartas de final será o Cruzeiro. As equipes já se enfrentaram nesta edição, com vitória das mineiras.

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