Emirados Árabes Unidos e Israel apuram se ataque a piloto a bordo de avião a caminho de Tel Aviv teve planejamento prévio; comandante indiano que sobreviveu a ataque foi chamado de herói por Netanyahu
Compartilhar matériaO ataque a facas ao comandante do voo da Flydubai que seguia para Israel será investigado por terrorismo por autoridades israelenses e árabes.
O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos (EAU) abriu uma investigação para apurar se a violência ocorrida na quarta-feira (30) a bordo de um voo da Flydubai com destino a Tel Aviv estava ligada a "atividade terrorista" e se envolveu algum "planejamento ou direção prévia", informou a agência de notícias estatal WAM.
A aeronave pousou na Arábia Saudita, mas autoridades dos EAU têm jurisdição para investigar o incidente porque a aeronave está registrada no país, e a lei se aplica a crimes cometidos a bordo de seus aviões, mesmo quando ocorrem fora do território.
O comandante Smit Machchhar, piloto indiano que foi esfaqueado durante o voo, foi chamado de herói pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, e pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Netanyahu disse à CNN que Machchhar “conseguiu impedir um desastre como o de 11 de Setembro”.
Segundo a Embaixada da Índia em Riad, Machchhar está em condição estável e recebe tratamento em um hospital na Arábia Saudita.
O piloto acusado de atacar Machchhar não foi identificado, mas uma autoridade israelense afirmou que ele é cidadão de Omã.
Segundo Netanyahu, o suspeito foi detido e está sendo interrogado pelas autoridades sauditas.
Autoridades israelenses classificaram o episódio como uma “tentativa de ataque terrorista”, mas nenhuma motivação foi confirmada.
Netanyahu afirmou que Israel não tinha nenhum alerta ou informação de inteligência sobre o incidente.
Os voos da Flydubai de e para Israel foram suspensos temporariamente.
A companhia aérea israelense El Al operará voos especiais de resgate de Dubai para Tel Aviv para repatriar cidadãos israelenses que ficaram retidos no país.
O voo FZ1074 da Flydubai saiu de Dubai às 6h05 no horário local de quarta-feira.
Cerca de duas horas depois, a aeronave começou a perder altitude rapidamente e fez uma curva acentuada para o norte.
Às 8h31, o voo emitiu um sinal de emergência e, minutos depois, acionou o código 7500, usado pela Organização da Aviação Civil Internacional para indicar um sequestro de aeronave.
Depois que a porta da cabine foi aberta, passageiros correram para imobilizar o suposto agressor, enquanto outros socorriam Machchhar, que estava gravemente ferido. O passageiro Adam Polo disse que parecia estar em “a montanha-russa mais louca” enquanto o avião despencava 5.300 metros. Outros passageiros afirmaram ter pensado que iriam morrer.
Segundo Netanyahu e a Flydubai, pilotos que estavam na área de passageiros conseguiram recuperar o controle da aeronave e pousá-la com segurança no aeroporto de Tabuk, na Arábia Saudita, às 9h54.
Depois do pouso, os passageiros viajaram em outro avião da Flydubai até o destino final, Tel Aviv, onde reencontraram familiares e receberam atendimento médico.




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