Subcontratadas da Idemma em bases militares dos EUA denunciam atrasos salariais de mais de um ano e enfrentam graves crises financeiras e emocionais.

Para entenderEmpresa militar americana atrasa salários de catequistas católicas em bases dos EUAPor Gazeta do Povo Lab

Por Catholic News Agency

Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleSímbolos de fé e devoção presentes no cotidiano da Igreja Católica. (Foto: AS Photography / Pixabay.)A Idemma, uma empresa militar sediada em Orlando, é alvo de denúncias por não pagar salários a subcontratados que atuam em ministérios católicos dentro de bases militares dos Estados Unidos. Os relatos indicam atrasos superiores a um ano, com dívidas que chegam a milhares de dólares. As profissionais afetadas relatam graves dificuldades financeiras, enquanto a empresa promete resolver as pendências.

O governo federal dos Estados Unidos contrata empresas privadas, como a Idemma, para gerenciar serviços de apoio nas bases militares. Essas empresas, por sua vez, subcontratam profissionais para atuar diretamente com a comunidade, como coordenadores de educação religiosa e catequistas. Embora essas pessoas trabalhem dentro das instalações militares e sob a supervisão espiritual de capelães da Igreja, o vínculo financeiro e administrativo é inteiramente com a empresa contratada, que recebe verbas públicas para realizar os pagamentos da folha de serviços.

As profissionais relatam que os atrasos começaram em 2025 e se tornaram recorrentes, forçando-as a implorar pelos salários devidos. Uma das subcontratadas, Paulette Padua, afirma ter mais de 8 mil dólares a receber, o que causou estresse severo e problemas de saúde. Outra profissional, Dianne Hodges, teve que retirar dinheiro de seu fundo de aposentadoria para pagar contas básicas e comprar presentes de Natal. A situação gerou taxas de atraso em cartões de crédito e dificuldades com financiamentos de imóveis e carros, afetando o sustento de suas famílias.

Michael Aldeguer, assistente administrativo da Idemma, afirmou que a maioria das obrigações foi quitada, mas admitiu a existência de contas sob revisão. A empresa alega que problemas financeiros em outros setores de seu negócio, como o de música ao vivo impactado pela pandemia, prejudicaram o fluxo de caixa. A direção prometeu avançar na resolução dos pagamentos até o fim deste ano, incluindo o acréscimo de juros nos saldos restantes. Recentemente, a empresa criou um sistema centralizado de faturas para tentar organizar a documentação e identificar as discrepâncias.

O arcebispo Timothy Broglio, responsável pela Arquidiocese para os Serviços Militares dos EUA, manifestou profunda preocupação com o caso. Embora a Igreja não possua relação comercial ou contratual com a Idemma, que responde diretamente ao governo federal, o arcebispo ressaltou que a empresa possui uma obrigação moral de remunerar seus trabalhadores de forma oportuna. Ele encorajou fortemente a companhia a honrar seus compromissos, destacando que o bem-estar dos profissionais que servem à fé da comunidade militar deve ser preservado e respeitado.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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