Texto cita possível aliança de relator de inquérito do Master e Messias, mas fala em dados de 'baixa confiança'
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O relatório interno da Polícia Federal usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para contra-atacar seu colega de tribunal, ministro André Mendonça, tem informações classificadas como de baixa confiança e queixas contra Jorge Messias, advogado-geral da União.
O documento, sem autoria identificada, analisa o comportamento de Mendonça como relator dos inquéritos relacionados ao Banco Master e aos desvios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), bem como sua relação com outras autoridades.
Com base no documento, classificado pela própria PF como "sem valor probatório", Moraes acusa Mendonça de ter focado as investigações contra ele e outras autoridades —como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)—, enquanto poupava outros investigados "por motivos pessoais e políticos".
Veja os principais pontos do documento:
Informações de baixa confiança
Algumas das hipóteses mais graves do relatório são classificadas como conjecturas de baixa confiabilidade. É o caso, por exemplo, da afirmação de que decisões de Mendonça faziam parte de uma "estratégia de recomposição de forças" no STF, de que ele atuava em conluio político com Jorge Messias ou de que visava viabilizar uma anistia aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de Janeiro.
O próprio relatório alerta diretamente que "não autoriza afirmação institucional, providência formal ou manifestação externa" e que o uso público desses cenários poderia "contaminar" a validade de outros atos de investigação sólidos.
Davi Alcolumbre como alvo estratégico
O relatório classifica o senador Davi Alcolumbre como um "provável alvo estratégico" de Mendonça. A hipótese formulada atesta que o ministro nutria uma "desavença conhecida" com o senador desde o governo passado, quando o parlamentar atuou como um "grande empecilho" à sua indicação ao STF.
O plano de Mendonça consistiria em usar o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda como "rota de acesso" para atingir e enfraquecer Alcolumbre. De acordo com a tese policial, o magistrado pretendia desestabilizá-lo politicamente para impedir a manutenção do favoritismo à presidência do Senado.
O objetivo final dessa manobra seria evitar que Alcolumbre controlasse a pauta de votação de eventuais pedidos de impeachment de ministros do STF, viabilizando, em tese, uma futura recomposição de forças no Supremo favorável à anistia aos condenados pelo ataque golpista de 8 de Janeiro.
Aliança com Jorge Messias
O advogado-geral da União é citado no contexto da decisão da AGU de não recorrer contra as decisões de Mendonça que barravam atos administrativos da PF —como restrições na composição de equipes investigativas e entrega do acervo de provas.
A PF avaliou que a decisão da AGU de não entrar com ação contra o ministro relator partiu do interesse pessoal de Messias de "preservar a relação política" com Mendonça. Como teve sua indicação ao STF rejeitada pelo Senado em abril de 2026, Messias estaria buscando a simpatia e o apoio de Mendonça e de suas bases de influência (como igrejas evangélicas, dada a "matriz religiosa comum" de ambos) para tentar a renovação de sua indicação à corte.




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