O norte da Venezuela não é estranho a grandes terremotos destrutivos. Mas os dois tremores que devastaram a região na quarta-feira (25) são uma catástrofe rara -um golpe duplo representando um dos eventos tectônicos mais poderosos a atingir a área no último século. Leia mais (06/25/2026 - 16h07)
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25.jun.2026 às 16h07
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Robin George Andrews
O norte da Venezuela não é estranho a grandes terremotos destrutivos. Mas os dois tremores que devastaram a região na quarta-feira (25) são uma catástrofe rara —um golpe duplo representando um dos eventos tectônicos mais poderosos a atingir a área no último século.
Às 18h04, no horário local, houve um tremor de magnitude 7,2; este foi seguido apenas 39 segundos depois por um sismo de magnitude 7,5.
Os chamados terremotos duplos são incomuns, mas não extremamente raros. Em setembro de 2025, logo a sudoeste do local do terremoto duplo de quarta-feira, um par de tremores (magnitudes 6,2 e 6,3) causou danos generalizados a edifícios e feriu mais de 110 pessoas.
A extensão da devastação ainda não está clara, e os cientistas ainda podem revisar suas estimativas da intensidade dos tremores.
Nas próximas semanas, pesquisadores reunirão uma grande quantidade de dados geológicos e construirão um quadro detalhado dos tremores gêmeos.
Mas eles já têm uma ideia de por que esses terremotos ocorreram em um intervalo de tempo tão notavelmente curto e por que foram tão destrutivos.
Durante uma sequência de terremotos, o mais poderoso entre eles —neste caso, o evento de magnitude 7,5— é considerado o abalo principal, o que tornaria o evento de magnitude 7,2 o "abalo precursor".
Esses dois tremores juntos são conhecidos como um terremoto duplo devido à sua natureza consecutiva, praticamente no mesmo local e provavelmente na mesma falha ou em um grupo de falhas intimamente relacionadas. Mas o par de quarta-feira foi peculiar.
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"A maioria dos terremotos duplos não ocorre tão próximos assim no tempo", diz Brandon Bishop, sismólogo da Universidade de Saint Louis. "Intervalos de horas a alguns dias são muito mais comuns."
O momento quase certamente não é uma coincidência. "É muito provável que o primeiro tenha desencadeado o segundo", diz Harold Tobin, diretor da Rede Sísmica do Noroeste do Pacífico na Universidade de Washington.
As ferozes ondas sísmicas liberadas pela ruptura inicial podem ter agitado uma seção próxima e bloqueada da falha, o que desencadeou o segundo tremor. Embora esses dois terremotos possam ser considerados eventos separados, "isso poderia ser considerado um único terremoto que durou cerca de 50 segundos", afirma Stephen Hicks, sismólogo da University College London, na Inglaterra.
Em vez de uma pausa entre os dois eventos, pode ser melhor pensar neste desastre como uma ruptura quase contínua que "se transformou em cascata nesta fera maior", acrescenta.



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