Equador, EUA e Colômbia preparam operações militares conjuntas contra grupos do narcotráfico na região de fronteira.

Pressão contra o crimeEquador, EUA e Colômbia preparam operações militares conjuntas contra grupos do narcotráficoPor John Lucas

Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleO comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, Francis L. Donovan, reunido com os ministros da Defesa da Colômbia, Jorge Eduardo Mora, e do Equador, Gian Carlo Loffredo, em San Lorenzo, na fronteira equatoriana, para discutir estratégias conjuntas contra grupos criminosos e organizações ligadas ao narcotráfico. (Foto: @southcom/EFE)Ouça este conteúdo

Representantes das áreas de Defesa do Equador, dos Estados Unidos e da Colômbia se reuniram nesta quinta-feira (27), em San Lorenzo, cidade equatoriana próxima à fronteira colombiana, para discutir estratégias conjuntas contra grupos armados ligados ao narcotráfico que atuam na região. O encontro faz parte da preparação de operações militares coordenadas por terra contra o crime entre os três países.

Segundo o ministro da Defesa do Equador, Gian Carlo Loffredo, Quito e Bogotá já vinham discutindo a realização de “operações sustentadas” ao longo da fronteira norte. A proposta inclui ações de vigilância e operações conjuntas contra grupos armados irregulares identificados durante patrulhamentos e sobrevoos.

Loffredo afirmou ainda que os dois países analisam a criação de equipes com autonomia para agir diante de chamados “alvos de oportunidade”, expressão usada para designar grupos ilegais encontrados durante as operações mesmo quando eles não estavam previstos inicialmente no planejamento militar. Também está em discussão a criação de postos de comando unificados para coordenar as ações de vigilância.

Segundo Loffredo, o tema também foi discutido com o comandante do Comando Sul americano (Southcom), general Francis Donovan, porque Washington “também vai fazer parte das estratégias e operações” previstas para a área de fronteira com a Colômbia.

O ministro equatoriano afirmou que existe preocupação com a possibilidade de grupos armados colombianos atravessarem a fronteira e migrarem para território do Equador caso aumente a pressão militar do governo colombiano. Por isso, segundo ele, a coordenação entre os países será necessária para impedir que essas organizações encontrem refúgio do outro lado da fronteira.

Loffredo classificou o momento como uma “oportunidade dourada” para ampliar o combate a essas organizações, citando o alinhamento entre os governos de Daniel Noboa, no Equador, e Abelardo de la Espriella, na Colômbia. Segundo ele, os dois governos demonstram disposição para enfrentar os grupos que operam na região e contam também com apoio dos Estados Unidos.

O objetivo, de acordo com o ministro, é derrotar os grupos armados que operam no corredor de fronteira e impedir que o território equatoriano seja utilizado como refúgio por guerrilheiros e organizações ligadas ao narcotráfico.

A preparação das operações ocorre em meio à ampliação da estratégia dos Estados Unidos contra organizações do narcotráfico na América Latina. O chefe do Pentágono, Pete Hegseth, afirmou recentemente que Washington pretende avançar também com ações terrestres contra narcotraficantes na região, ampliando uma campanha que já inclui operações contra embarcações do crime no Caribe e no Pacífico.

Equador e Colômbia também integram a coalizão regional de combate ao narcotráfico apoiada pelos Estados Unidos.

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