O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (17) que a equipe econômica continua estudando “novas vacinas” para conter o avanço do endividamento das famílias. A declaração foi dada em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após o pr…

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quinta-feira (17) que a equipe econômica continua estudando “novas vacinas” para conter o avanço do endividamento das famílias.

A declaração foi dada em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinar decreto que reajusta em 15% o Bolsa Família. Com a medida, o piso do programa passará dos atuais R$ 600 para R$ 691. O impacto será de R$ 5,8 bilhões neste ano, a partir da folha de outubro, e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027. A medida ocorre poucos dias antes das eleições, na qual Lula busca se reeleger.

Durigan não detalhou o escopo das medidas em estudo, mas afirmou que o governo “não quer deixar é faltar ‘vacina’ para o problema da dívida”.

“O Desenrola 1 foi uma primeira vacina que teve um desenho, o Desenrola 2 foi uma segunda vacina e, como temos ainda presente o problema do endividamento, vamos seguir pensando em oferecer novas vacinas para que a gente ajude as pessoas a virar a página e, ao mesmo tempo, estruturar caminhos de crédito mais baratos, mais sustentáveis para as famílias”, disse a jornalistas.

Em entrevista ao jornal Extra publicada nesta quinta-feira, Durigan afirmou que o governo federal prepara mais um programa para reduzir o endividamento dos brasileiros.

Na entrevista, Durigan explicou que o foco principal, desta vez, serão as dívidas antigas, cujos credores não têm mais expectativa de recebimento, e a ideia é realizar um leilão para que esses débitos sejam vendidos com um grande desconto.