Flávio Bolsonaro e Lula são os dois principais postulantes na corrida presidencial - Daniel Ramalho/AFP; Andrew Harnik / Getty Images North America / GETTY IMAGES VIA AFP Com as várias notícias que ligam diversos personagens políticos ao caso do Banco Master, surge a dúvida sobre os reais impactos que o tema pode trazer para as eleições de outubro. Seja de forma direta, como o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), ou de forma indireta, com o líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT), o consenso é que o caso Master pode trazer resultados significativos para o pleito.
Na opinião do cientista político Carlos Eduardo Bellini, todo o caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro podem ter consequências consideráveis para os principais espectros políticos. "[O caso do Banco Master] é um escândalo sistêmico e é possível enxergar, através dessa amostragem inicial, que pessoas de diferentes ideologias estão sendo atingidos. Então é possível deduzir de que será um tema relevante na eleição", disse.
Para Bellini, caso a Polícia Federal aceite uma eventual delação premiada de Vorcaro, o resultado pode ser imprevisível. "É uma negociação que ainda está em curso e não podemos descartar a possibilidade de um acordo ser firmado. Isso pode ganhar uma dimensão ainda maior no que diz respeito à agenda da eleição", continuou.
O também cientista político Alison Ribeiro ponderou que o caso atingiu não apenas os principais nomes ao Palácio do Planalto, mas toda a classe política. "Toda a classe está exposta novamente um grande escândalo de corrupção, onde, mais uma vez, todos os partidos tinham grandes membros envolvidos em casos do tipo", frisou. Ainda de acordo com ele, ainda não é possível cravar os reais estragos que o caso Master pode trazer para a eleição de outubro.
"É cedo para dizer, pois uma coisa é um pré-candidato à presidência da República [Flávio Bolsonaro] ser flagrado nesse esquema; outra é o líder do governo no Senado, mesmo que ele seja muito próximo ao presidente Lula (PT). E quanto mais tempo o presidente da República estender a permanência do líder do governo no Senado, mais difícil vai ser explicar o porquê não ter tido ainda o afastamento do senador e, consequentemente, tentar dirimir eh esse desgaste político que ele venha a sofrer", concluiu.
Seja qual for o resultado do escândalo, o certo mesmo, para os dois especialistas, é que muita água ainda deve rolar, tanto para o presidente Lula quanto para o senador Flávio Bolsonaro, sobre o tema até o dia 04 de outubro.

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