Operação contra lavagem de R$ 200 milhões cumpre 31 mandados em cinco estados Uma empresa registrada no ramo de armarinhos está entre os cinco negócios apontados pela Polícia Civil como fachadas usadas em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 200 milhões em um ano. A informação foi divulgada em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (10), após a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Pu

Por g1 Campinas e Região

10/09/2026 12h58 Atualizado 10/09/2026

A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (10) a Operação Retirada. A ação investiga um esquema de lavagem de R$ 200 milhões usando empresas de fachada.

A Justiça determinou o bloqueio de até R$ 200 milhões dos investigados. Foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão em 13 cidades de 5 estados.

Segundo as investigações, os 5 CNPJs usados não tinham atividade comercial ou sede física. As contas recebiam depósitos de pessoas com antecedentes por tráfico.

Os policiais apreenderam nesta quinta-feira (10) R$ 5 mil em espécie e eletrônicos. Também acharam 40 comprovantes de depósitos de R$ 868,5 mil.

A apuração começou em julho de 2025, após a prisão de um casal em Campinas. Anotações sobre retiradas financeiras levaram a polícia ao esquema atual.

Operação contra lavagem de R$ 200 milhões cumpre 31 mandados em cinco estados

Uma empresa registrada no ramo de armarinhos está entre os cinco negócios apontados pela Polícia Civil como fachadas usadas em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou cerca de R$ 200 milhões em um ano.

A informação foi divulgada em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (10), após a Polícia Civil e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, deflagrarem a Operação Retirada.

A ação cumpriu 31 mandados de busca e apreensão em 13 cidades de cinco estados. A Justiça também autorizou o bloqueio de até R$ 200 milhões em bens e valores ligados aos investigados.

Segundo o delegado do Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold), Luis Fernando Dias de Oliveira, a investigação encontrou empresas de diferentes setores com movimentações incompatíveis com as atividades declaradas.

“Principalmente, tinha uma empresa do ramo de armarinhos, que movimentou muitos milhões de reais, empresas de tecnologia, empresas de engenharia”, detalhou.

Segundo a investigação, os cinco CNPJs existiam no papel, mas não tinham atividade comercial de fato. “Elas não possuíam sede física, os seus sócios não tinham lastro financeiro que justificasse a manutenção dessas pessoas jurídicas”.

De acordo com o delegado, as empresas eram abertas para permitir a criação de contas bancárias e fazer o dinheiro circular.

Grande parte delas ficou aberta por pouco tempo e já estava oficialmente encerrada. Durante as buscas, nenhuma foi encontrada funcionando nos endereços registrados.

Operação contra lavagem de R$ 200 milhões cumpre 31 mandados em cinco estados — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Dinheiro passava por várias contas

A investigação identificou pessoas que faziam depósitos em espécie nas contas das empresas. Depois, os valores eram transferidos para outras pessoas jurídicas.

“Esses recursos não permaneciam ali, mas eram, sim, pulverizados para outras pessoas jurídicas”, disse o delegado.