Da aplicação de tarifas ao constrangimento de autoridades, desde o início de 2025 governo norte-americano faz movimentos que penalizam o Brasil

Desde o início de 2025, o governo de Donald Trump tem realizado movimentos que penalizam o Brasil, como a aplicação de tarifas e constrangimento de autoridades. A seguir, as principais datas.

Abril de 2025: EUA aplicam as primeiras taxas aos produtos brasileiros.

Junho de 2025: Norte-americanos aumentam taxas sobre aço e alumínio. Em julho, promovem novas tarifas. Em documentos e menções ao tarifaço, Donald Trump estabelece relação direta entre elas, as eleições no Brasil e o julgamento da trama golpista que começaria no mês de setembro.

Julho de 2025: EUA aplicam Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, também fazendo relação com o julgamento da trama golpista e dos atos de destruição do 8 de Janeiro de 2023. Em dezembro as sanções são revogadas.

Novembro de 2025: Após tratativas diretas entre Trump e Lula, parte das tarifas é retirada.

Fevereiro de 2026: A Suprema Corte dos EUA derruba parte das tarifas de Trump. No mesmo dia, ele anuncia nova taxa global, válida por 150 dias.

Maio de 2026: Indiferente às considerações e argumentos do governo Lula, a administração Trump classifica as organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas. Pessoas e entidades identificadas pelos EUA como ligadas às duas facções são passíveis de uma série de sanções.

Julho de 2026: Entram em vigor novas tarifas sobre lista de produtos brasileiros.

Julho de 2026: O governo brasileiro nega vistos a dois funcionários do governo dos EUA que pretendiam vir ao país tratar com autoridades a respeito de “liberdade de expressão e eleições”.

Agosto de 2026: Os Estados Unidos revogam o visto da embaixadora brasileira, Maria Luísa Ribeiro Viotti, em Washington.

Setembro de 2026: Em relatório anual ao Congresso com lista de países produtores ou distribuidores de drogas ilícitas, Trump afirma que o governo brasileiro falha em combater o PCC e o CV, chama o país de “centro de distribuição global de cocaína”, e diz que as facções “representam uma ameaça crescente à paz e à segurança em todo o mundo”. Integrantes do governo brasileiro consideram o relatório como político. A administração Lula contesta as críticas e o Ministério da Justiça lembra que, em maio, Lula entregou a Washington proposta de medidas conjuntas contra a lavagem de dinheiro, para compartilhamento de inteligência e combate ao tráfico de armas, ainda sem resposta.

Setembro de 2026: Torna-se de conhecimento público a informação de que, durante a negociação do tarifaço, o governo Trump tentou exigir que o Brasil permitisse que “dissidentes políticos” concorressem nas eleições de 2026. O Brasil rejeitou a proposta.

Setembro de 2026: Relatório reservado da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) trata de ‘Ameaças ao processo eleitoral de 2026’, apontando escalada da pressão norte-americana sobre o Brasil, e elevando para “crítico” o risco de interferência nas eleições.

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