O Exército dos Estados Unidos realizou bombardeios contra o Irã nesta sexta-feira (26) em resposta a um ataque atribuído aos iranianos no estreito de Hormuz. Leia mais (06/26/2026 - 17h59)
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26.jun.2026 às 17h59 Atualizado: 26.jun.2026 às 20h50
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O Exército dos Estados Unidos realizou bombardeios contra o Irã nesta sexta-feira (26) em resposta a um ataque atribuído aos iranianos no estreito de Hormuz.
O Comando Central dos EUA disse que aeronaves atingiram locais de armazenamento de mísseis e drones, além de instalações de radar costeiro. A mídia iraniana disse que um projétil atingiu a área ao redor de um píer em Sirik, no sul do Irã.
Sem dar detalhes, a Guarda Revolucionária do Irã disse ter revidado o novo ataque americano mirando postos militares dos EUA na região. A nova onda de hostilidades tensiona ainda mais o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho entre os dois países.
O chefe da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano afirmou que a "violação imprudente do cessar-fogo" levará a "recuo e arrependimento" por parte dos EUA. Segundo Ebrahim Azizi, o presidente dos EUA, Donald Trump, não demonstrou nenhum compromisso com os princípios de negociação ou trégua.
O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, disse que "se o Irã tiver divergências sobre como o memorando de entendimento está sendo aplicado, pode pegar o telefone". Ele reiterou que "a violência será respondida com violência".
Ele se referiu ao documento com 14 pontos que estabelece o fim imediato das operações militares entre os dois países e seus aliados, prevê a reabertura do estreito de Hormuz, a retirada gradual de forças americanas da região e fixa um prazo de até 60 dias para a negociação de um acordo definitivo, que deverá incluir um novo pacto sobre o programa nuclear iraniano.
O memorando também prevê a suspensão de sanções contra Teerã, a liberação de ativos iranianos congelados, isenções para exportações de petróleo e um plano de reconstrução do país de ao menos US$ 300 bilhões, financiado por parceiros dos EUA. Em contrapartida, o Irã reafirma que não desenvolverá armas nucleares e aceita negociar o futuro de seu estoque de urânio enriquecido sob supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
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Os bombardeios americanos são retaliação a uma ação atribuída a Teerã contra um navio comercial no estreito de Hormuz nesta quinta (25).
Trump culpou o Irã na sexta pelo ataque ao porta-contêineres Ever Lovely, de bandeira de Singapura. "Houve danos, mas o navio conseguiu seguir seu caminho", escreveu ele em sua rede social. "Derrubamos outros três drones. Obviamente, esta é uma violação tola do nosso acordo de cessar-fogo", afirmou.
"A agressão injustificada contra navios comerciais por forças iranianas violou claramente o cessar-fogo", disse o Comando Central dos EUA em seu comunicado anunciando a nova ofensiva, que classificou de "uma resposta contundente" ao suposto ataque contra um navio de Singapura.
Os militares americanos afirmaram que continuarão a fornecer "coordenação e apoio para passagem segura" a embarcações comerciais que transitam pelo estreito.
A mídia estatal iraniana afirmou que vários tiros de advertência haviam sido disparados de Sirik, a região atingida nos ataques americanos, em direção a embarcações que violaram as regulamentações do estreito de Hormuz. Dois mísseis de advertência também haviam sido lançados da área vizinha de Karpan em direção à via estratégica.




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