Revisitamos o supercomparativo de 2019 para ver a desvalorização dos 12 SUVs testados e se eles ainda valem a pena sete anos depois
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Em 2019, a febre dos SUVs já havia contagiado o consumidor brasileiro. O segmento crescia a passos largos, sendo necessário um supercomparativo com 12 modelos, o maior da história de QUATRO RODAS, para definir o melhor SUV compacto até R$ 95.000.
Sete anos depois, esses modelos se encontram no mercado de usados, alguns bem mais baratos, outros com uma desvalorização menor. Agora, nós vamos revisitar cada um deles, usando como referência as mesmas versões avaliadas no supercomparativo de 2019, para ver quanto perderam de valor e se ainda são boas escolhas.
O Jeep Renegade era um dos SUVs mais vendidos de 2019. Apesar de o motor 1.8 de 139 cv e 19,2 kgfm ser seu ponto fraco, o modelo compensava com um bom pacote de equipamentos e acabamento superior ao dos modelos equivalentes.
Na época do supercomparativo, a versão Sport, mais barata, custava R$ 85.990. Ela já tinha freio de estacionamento elétrico, sistema Start-Stop, câmera de ré, multimídia de 5″, ar-condicionado e ESP para reboque. O painel emborrachado era uma de suas exclusividades nessa faixa de preço, um acabamento digno de versões topo de linha.
No mercado de usados, a versão Sport com câmbio automático de seis marchas está tabelada em R$ 70.043. Porém, pela fama do modelo, seu preço pode variar bastante, chegando a ser anunciado por quase R$ 80.000. Existe também a versão Sport manual de cinco marchas. Seu preço de tabela não é muito diferente (R$ 69.691), logo, suas ofertas também seguem acima dos R$ 70.000.
O Peugeot 2008 foi um dos que mais mudou de 2019 para cá. Em 2024, o SUV ganhou uma nova geração, o que pode fazer com que este modelo pareça um tanto ultrapassado, principalmente no quesito visual.
Porém, ele compensa pelo preço. Se, na época, o 2008 Griffe custava R$ 89.990, hoje ele está tabelado em R$ 72.137, quando acompanhado do motor 1.6 flex de 118 cv e câmbio automático de seis marchas.
Por se tratar da versão topo de linha de sua época, o 2008 traz ar-condicionado bizona, seis airbags, central multimídia de 7″ com Android Auto e Apple CarPlay, controle de tração e estabilidade, sensor de chuva, teto solar panorâmico, câmera de ré, sensor de estacionamento e piloto automático.
O Chevrolet Tracker LT estava entre os modelos mais caros do supercomparativo, custando R$ 92.590. Assim como aconteceu com o Peugeot, o SUV da GM também recebeu uma nova geração nos últimos anos, e o preço do modelo antigo caiu para R$ 78.884, segundo a Fipe.
O motor 1.4 turbo de 153 cv foi o que entregou o melhor desempenho na época do teste, levando o Tracker de 0 a 100 km/h em 9,4 s. Aliado a isso, o SUV também tinha boa dinâmica de direção.
A versão utilizada no teste foi a LT que, apesar de simples, com seus bancos de tecido, tinha um bom padrão de acabamento para o que oferecia. Para completar, tem dois airbags, faróis de neblina e multimídia com Android Auto e Apple CarPlay.
Os modelos da Honda são conhecidos pelo alto valor de revenda e, no caso do HR-V LX 2019, isso não é diferente. Enquanto muitos modelos desvalorizaram nos últimos sete anos, o preço do SUV japonês subiu em comparação ao supercomparativo.
Na época em que a matéria foi publicada (maio/2019), a versão básica do HR-V custava R$ 94.400. Hoje, seu preço pela tabela Fipe é R$ 96.107. Até por isso, é normal ver unidades custando acima dos R$ 100.000.
Apesar do valor maior, leve em consideração a boa fama do modelo quando o assunto são as idas ao mecânico – ou, no caso, as “não idas”. Mesmo comprando um veículo de sete anos, os problemas mecânicos graves provavelmente serão raros.
Nessa versão, o HR-V é equipado com motor 1.8 aspirado de 140 cv e câmbio automático do tipo CVT. Nos equipamentos, traz piloto automático, DRLs e luzes traseiras em LED, auxílio de partida em rampas e ESP, freio de mão elétrico e multimídia de 5″.
O Renault Captur Intense era a versão mais cara do SUV naquela época, partindo dos R$ 90.690. Hoje, seu preço de tabela já é bem mais acessível, em média por R$ 69.934.
É um valor interessante para quem busca um SUV usado, considerando os defeitos e virtudes do Captur. Seu espaço interno é um dos mais generosos entre os 12 veículos do supercomparativo, oferecendo o maior porta-malas, com 437 litros.
Equipado com motor 1.6 de 120 cv e câmbio CVT de origem Nissan, o Captur não tem um desempenho impressionante, mas compensa com bons equipamentos. Há quatro airbags, freios ABS nas quatro rodas, controles de tração e estabilidade, bancos de couro, central multimídia, sensor de chuva, acendimento automático dos faróis, piloto automático, ar-condicionado automático e retrovisores elétricos com rebatimento automático.
O Ford EcoSport é quase uma antítese ao Renault Captur. Seu acabamento é superior, porém o espaço não é igual ao dos outros concorrentes. Na época do comparativo, a versão Freestyle saía por R$ 91.890, mas hoje tem valor médio de R$ 69.284, valor semelhante ao do modelo francês.



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