Os números são avançados pelas autoridades iranianas, após uma nova vaga de ataques. O Irão já avisou que vai atacar bases aéreas norte-americanas no Médio Oriente até que os EUA se arrependam.
Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
"Guerra Traduzida: Especial Irão", agora na Rádio Observador. Hoje com o jornalista Carlos Pedro. Carlos, boa tarde.
Vamos começar pelos mais recentes balanços das vítimas mortais dos ataques norte-americanos contra o Irão. O número subiu, entretanto, para 18 mortos.
É o que indica o novo balanço das autoridades iranianas, citado pela Al Jazeera. Entre as vítimas estão quatro pessoas que morreram durante uma festa de casamento em Qeshtak e outras sete em três locais na província do Cuzistão, na região de Kerman. Quatro membros da Guarda Revolucionária do Irão morreram, enquanto três elementos da força paramilitar Basij foram mortos na ilha de Lavan, isto depois dos ataques dos Estados Unidos. Entretanto, os houthis do Iémen declararam solidariedade com o Irão e deixaram avisos aos aliados norte-americanos no Médio Oriente, num comunicado divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, controlado pelos houthis em Sanaa e citado pela agência Sabah. O grupo afirma que os ataques norte-americanos não vão enfraquecer a determinação do Irão. O grupo militar do Iémen acusa ainda Washington de empurrar a região para uma nova escalada de tensão e diz que os países que apoiam os Estados Unidos terão de pagar um preço por estes ataques. Dizer ainda que o Crescente Vermelho do Irão já pediu ao Tribunal Penal Internacional que investigue o ataque norte-americano durante um casamento, considerando o caráter civil desta cerimônia.
E do lado do Irão, este país garante que vai manter os ataques.
"Até que os Estados Unidos se arrependam dos crimes cometidos", diz o porta-voz do Comando Central do Exército Iraniano. O responsável revela que Teerão lançou ataques com mísseis e drones contra bases norte-americanas, numa declaração divulgada pela televisão estatal do Irão. Os ataques provocaram mortos e feridos entre os militares norte-americanos, não tendo essa informação sido confirmada pelas autoridades de Washington. Sabe-se, isso sim, que foram atacados alvos na Jordânia, no Baréin e no Kuweit.
A Casa Branca diz, no entanto, que a economia iraniana está em colapso.
Numa publicação na Truth Social, o presidente norte-americano afirma que os Estados Unidos têm o controle quase total do estreito de Ormuz e acrescenta que o Irão está apenas a adiar o inevitável. O presidente norte-americano deixa ainda uma questão ao povo iraniano. Pergunta: "Quando é que os iranianos se vão levantar e lutar?" Entretanto, na União Europeia, os ministros dos Negócios Estrangeiros discutiram esta manhã a situação no Médio Oriente e Paulo Rangel, o ministro português, admite que o país está a avaliar novas sanções contra o Irão. Será uma avaliação feita caso a caso, diz Paulo Rangel, enquanto manifesta bastante apreensão com o reinício das hostilidades entre Washington e Teerão. Paulo Rangel foi ainda questionado sobre se tenciona acompanhar o repto dos Estados Unidos para exercer maior pressão económica sobre o Irão. Na resposta, o governante lembra que Portugal já tem um regime, que a União Europeia definiu há muito tempo, de sanções relativamente ao Irão.
E Carlos, fechamos com um artigo do Financial Times que diz que a Rússia tem ajudado secretamente o Irão a desenvolver mísseis de cruzeiro supersônicos avançados.
É uma das transferências mais significativas da tecnologia militar estratégica de Moscovo para Teerão, de acordo com este jornal britânico, um processo que foi iniciado há três anos. E Maria Inês Rocha, como é que se deu esta ajuda secreta?
O jornal britânico Financial Times apurou que o programa secreto foi iniciado pela Rússia em 2023 com o nome de código C-400-30L. O objetivo era ajudar o Irão a desenvolver uma nova classe de armamento, nomeadamente os mísseis de cruzeiro supersônicos, que combinam a velocidade com a capacidade de voar a baixa altitude. Isto faz com que os sistemas de defesa aérea demorem mais tempo a detetar e interceptar os mísseis. Isto é especialmente relevante para o Irão, no Golfo Pérsico, onde os Estados Unidos e os aliados regionais operam sistemas avançados de defesa terrestre e marítima. Com este novo sistema de propulsão Ramjet, o Irão seria capaz de ameaçar porta-aviões e outros navios de guerra norte-americanos no Médio Oriente. O especialista em mísseis iranianos, Fabian Hinz, explica ao Financial Times que os iranianos desejam adquirir há décadas esta tecnologia militar altamente sensível e estratégica. O Irão já construiu e testou em voo o sistema de propulsão Ramjet, mas não há provas de que tenha sido implantado um míssil de cruzeiro supersônico com assistência russa. A correspondência divulgada mostra ainda que as negociações sobre o programa continuaram até este verão.
Maria Inês Rocha, com todos os detalhes desta ajuda russa ao Irão.
E é com este artigo do Financial Times que fechamos esta edição da "Guerra Traduzida: Especial Irão". Eu sou o Martim Madeira e esta edição foi editada pelo jornalista Carlos Pedro.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário