Americanos celebram neste 4 de julho o 250o aniversário da Declaração de Independência dos Estados Unidos . A data redonda, um quarto de milênio, tem inspirado debates sobre o significado dessa longa história e sobre o futuro do país, que, em 1776, declarou independência em relação ao Império Britânico. Leia mais (07/03/2026 - 23h00)
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Americanos celebram neste 4 de julho o 250º aniversário da Declaração de Independência dos Estados Unidos. A data redonda, um quarto de milênio, tem inspirado debates sobre o significado dessa longa história e sobre o futuro do país, que, em 1776, declarou independência em relação ao Império Britânico.
Longe de serem algo novo, esses questionamentos são recorrentes. No aniversário de 76 anos, em 1852, o abolicionista Frederick Douglass proferiu um de seus discursos mais conhecidos. O título era "O Que, Para o Escravo, É o 4 de Julho?" Douglass criticava os EUA por se gabarem de sua liberdade enquanto mantinham pessoas escravizadas.
Já no primeiro centenário, em 1876, o comitê da festa escanteou a grande sufragista Susan B. Anthony. Em protesto, ela declamou ao público o discurso que intitulou "Declaração de Independência das Mulheres".
"Os aniversários são momentos em que as pessoas aproveitam para refletir sobre o passado, o presente e o futuro, assim como sobre as virtudes e os vícios da nação", diz Marc Stein, professor da Universidade Estadual de San Francisco. Stein é autor de "Bicentennial", um livro recém-publicado sobre as celebrações dos 200 anos dos EUA, em 1976.
"As comemorações tendem a ser hiperpatrióticas, nacionalistas e extremamente elogiosas", diz, atribuindo essa característica à ascensão dos EUA como grande potência a partir do século 19.
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Em seu livro, Stein sugere que o bicentenário de 1976 foi marcado por intensos debates sociais sobre o lugar das classes trabalhadoras. Houve também maior preocupação com a população gay e, de maneira geral, com os excluídos do chamado "sonho americano".
Saiu daquele contexto o icônico livro "Roots", de 1976, no qual Alex Haley narra a saga de uma família afro-americana. Haley, que tinha participado do comitê do bicentenário, influenciou um novo momento do debate racial nos EUA.
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