Governo americano fez convite ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira; fontes no Itamaraty, porém, dizem que ele não deve comparecer por questões de agenda
Compartilhar matériaO ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi convidado pelo governo dos Estados Unidos para uma reunião ministerial voltada à debater o "surgimento de terrorismo político" ao redor do mundo. A informação foi confirmada pelo Itamaraty à CNN.
Segundo fontes do governo brasileiro, apesar do convite, o chanceler não deve marcar presença no evento por questões de agenda.
O evento, que deve reunir chanceleres de vários países, ocorrerá na semana que vem, e deve ter como foco o debate a respeito de grupos vistos pela Casa Branca como "organizações terroristas", especialmente sobre aquelas que os EUA classificam como de "esquerda".
De acordo com informações do jornal americano "The Washington Post", o encontro será realizado no Departamento de Estado na próxima quarta-feira (15). Cerca de 60 países foram convidados, segundo o jornal, para a reunião.
O tema do terrorismo tem sido um dos focos na relação bilateral entre Estados Unidos e Brasil – mesmo que a presença do chanceler Mauro Vieira seja improvável no evento em Washington – desde que a Casa Branca classificou as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como terroristas.
Nos últimos dias, o Itamaraty assinou um ofício que alertou para o "risco de implicações para cidadãos brasileiros e para a possibilidade de ações militares dos EUA no Brasil."
O governo americano, por sua vez, rebateu a posição do Brasil, classificando a hipótese de uma intervenção militar como "absurda". Segundo um porta-voz do Departamento de Estado, "os Estados Unidos estão tomando medidas decisivas, no exercício de sua própria autoridade soberana, para combater narcoterroristas".
Ao "The Washington Post", o Departamento de Estado alegou que esse evento será realizado porque os grupos terroristas de extrema-esquerda são "uma antiga ameaça que ressurge com fortes ligações transnacionais".
Além do Brasil, segundo a agência "Reuters", foram convidados os ministros das Relações Exteriores de nações da Europa e da Ásia.




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário