Ex-ministro palestrava quando foi interrompido por manifestantes que o questionavam sobre escândalo do INSS
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3.jul.2026 à 0h11 Atualizado: 3.jul.2026 às 10h40
Um evento com o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) teve confusão e troca de agressões nesta quinta-feira (2) na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
Durante sua fala, Haddad foi interrompido por membros do MBL (Movimento Brasil Livre) que protestaram a respeito do escândalo do INSS. Posteriormente, do lado de fora da arena onde o ex-ministro falava, a situação evoluiu para uma briga.
Imagens publicadas pelo site G1 mostram o pré-candidato a deputado estadual do partido Missão Matheus Pereira gritando durante a fala de Haddad e sendo vaiado pelos participantes. "Vamos voltar para a aula aqui", diz um dos organizadores do evento ao microfone.
O vídeo também mostra trocas de agressões entre dois grupos nas proximidades da DAC (Diretoria Acadêmica).
Matheus Pereira postou em rede social um vídeo em que aparece sendo agredido com um chute por um homem perto do local onde Haddad falava.
Em nota, o DCE (Diretório Central dos Estudantes) da Unicamp disse lamentar o ocorrido. A entidade também acusou os manifestantes de desrespeitarem funcionários da segurança da universidade.
"A briga mencionada na mídia foi causada por militantes da direita que vieram ao evento provocar e causar tumulto. Eles foram retirados do evento imediatamente e nenhum participante do evento interagiu com os mesmos, mas infelizmente geraram confusão pela Unicamp", diz.
Em rede social, Haddad falou sobre o evento, mas não mencionou a presença de opositores. "Hoje, realizamos uma aula magna na Unicamp. É sempre muito bom estar aqui para conversar com estudantes, professores e pesquisadores sobre o futuro do nosso estado e do nosso país."
A assessoria do petista também não se manifestou.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, repudiou o episódio em nota, classificando-o como um ato de violência política perpetrado pela extrema direita.
"Na democracia, as divergências são resolvidas no debate de ideias, e não no estímulo à violência. O PT reitera o irrestrito apoio e solidariedade a Haddad e aos integrantes da pré-campanha e reafirma que não tolerará abusos e atos de violência e não se furtará de acionar as medidas cabíveis", diz.
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Após a ocorrência, a Unicamp repostou em rede social uma cartilha com orientação para a comunidade acadêmica diante de provocações e conflitos nos campi da universidade.




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