Kim Keon Hee, ex-primeira-dama da Coreia do Sul, foi condenada nesta sexta-feira (26) a sete anos de prisão por receber propinas, após um tribunal considerá-la culpada de aceitar itens de luxo, como joias e uma bolsa Dior, em troca de favores políticos. Leia mais (06/26/2026 - 15h51)
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26.jun.2026 às 15h51 Atualizado: 26.jun.2026 às 17h33
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Heejin Kim Kyu-seok Shim
Kim Keon Hee, ex-primeira-dama da Coreia do Sul, foi condenada nesta sexta-feira (26) a sete anos de prisão por receber propinas, após um tribunal considerá-la culpada de aceitar itens de luxo, como joias e uma bolsa Dior, em troca de favores políticos.
A esposa do ex-presidente Yoon Suk Yeol —que foi destituído em 2025 após sua tentativa fracassada de impor lei marcial— recebeu as propinas antes e durante o mandato presidencial dele, afirmou o juiz responsável pelo caso no Tribunal Distrital Central de Seul.
"Ela exerceu seu poder como primeira-dama para oferecer empregos e favores comerciais", disse o juiz, citando sua disposição em usar sua influência para ajudar pessoas a obter cargos importantes no governo ou no Parlamento.
"Ela recebeu sem qualquer hesitação essas propinas, que pessoas comuns dificilmente encontrariam ao longo de suas vidas", afirmou.
A lista de propinas incluía joias como um colar Van Cleef & Arpels, um broche Tiffany e um par de brincos Graff, disse o juiz. Kim também recebeu uma tartaruga de ouro, uma bolsa Dior, um relógio Vacheron Constantin avaliado em 39 milhões de wons (mais de R$ 131 mil) e uma pintura no valor de 140 milhões de wons (R$ 472 milhões).
O juiz disse que as ações da ex-primeira-dama abalaram gravemente a confiança pública na imparcialidade das nomeações públicas.
Entre aqueles que lhe deram propinas estavam o proprietário de uma construtora que buscava um cargo no governo para seu genro, um pastor que queria expandir sua rede de contatos com autoridades de alto escalão, o ex-reitor de uma universidade privada e o diretor executivo de uma empresa de cães robóticos que desejava fornecer produtos para a equipe de segurança presidencial, disse o juiz.
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O tribunal também multou Kim em 64,8 milhões de wons (R$ 218 milhões) e ordenou o confisco dos itens dados como propina, caso possam ser localizados.
Kim negou todas as acusações. Seu advogado disse a repórteres que ela recorreria da decisão, acusando o juiz de dar peso excessivo às provas desfavoráveis a Kim, informou a agência de notícias coreana Yonhap.
A ex-primeira-dama está atualmente presa após ser considerada culpada por acusações de manipulação de ações e recebimento de propinas da Igreja da Unificação da Coreia do Sul. Ela foi condenada a quatro anos de prisão por essas acusações em abril.
Seu marido, Yoon, foi condenado à prisão perpétua em fevereiro por ser o mentor de uma insurreição ligada à sua imposição de lei marcial em 2024.
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