O arranque da classificação dos exames nacionais do ensino secundário sofreu um forte revés. O processo, que deveria ter começado na passada terça-feira, ...
O arranque da classificação dos exames nacionais do ensino secundário sofreu um forte revés. O processo, que deveria ter começado na passada terça-feira, foi adiado devido a falhas técnicas na nova plataforma digital. O Ministério da Educação garante, no entanto, que o calendário de publicação das notas não será afetado.
Em comunicado enviado às redações às 22h30 deste sábado, o Júri Nacional de Exames (JNE) e o Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (Eduqa) apelaram à calma:
Este ano letivo marca uma viragem histórica: pela primeira vez, praticamente todos os exames secundários (mais de 300 mil provas) são digitalizados para serem classificados online. Contudo, a transição tem sido conturbada.
Para compensar o tempo perdido, o JNE iniciará a distribuição de respostas aos professores classificadores a partir da próxima segunda-feira, 29 de junho. Este envio será feito de forma gradual e faseada, à medida que as provas forem sendo processadas pelo sistema.
A tutela assegura que esta alteração não irá prejudicar o trabalho dos docentes, garantindo que cada código de exame disporá de um período de classificação equivalente ao habitual — que é, tipicamente, de dez dias úteis.
Com este ajuste no fluxo de trabalho, o prazo final para a conclusão da classificação das provas mantém-se inalterado, estando fixado para o dia 10 de julho.
Apesar do atraso de quase uma semana no arranque dos trabalhos, a tutela reitera que a data de saída das notas (14 de julho) não corre perigo.
Fica, contudo, por esclarecer a razão concreta por trás destas falhas. Em nenhum dos comunicados emitidos até ao momento foi dada uma explicação técnica sobre o que está, afinal, a falhar na digitalização e no suporte da plataforma.



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