Sistemas foram ativados para combater aeronaves de reconhecimento inimigas, informou a agência de notícias Fars

Compartilhar matériaSistemas de defesa aérea foram ativados em partes de Teerã, capital do Irã, após a presença de aeronaves inimigas, informou a mídia estatal nesta quarta-feira (15).

"Os sistemas de defesa aérea de Teerã foram ativados para combater aeronaves de reconhecimento inimigas", noticiou a agência semioficial Fars.

Um morador da capital disse à CNN que foi acordado por uma forte explosão por volta das 4h da manhã, horário local (22h, em Brasília).

A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária do Irã, informou que as defesas aéreas foram acionadas nas zonas leste e oeste da cidade.

A CNN havia noticiado anteriormente que o presidente dos EUA, Donald Trump, estava avaliando opções para ampliar a operação militar no Irã, segundo duas pessoas a par do assunto.

Ações recentes dos EUA contra o Irã concentraram-se principalmente nas províncias do sul, mais próximas do Estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem recebido opções para ampliar a operação militar no Irã, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto.

As alternativas foram discutidas, inclusive, durante uma reunião na Sala de Situação da Casa Branca, na terça-feira, centrada em formas de intensificar os esforços para reduzir o controle do Irã sobre o Estreito de Ormuz.

Trump afirmou publicamente que pretende intensificar os ataques contra o Irã na próxima semana, incluindo ameaças contra infraestrutura civil e, possivelmente, alvos ligados ao setor de energia.

Nos bastidores, ele tem discutido diferentes cenários para futuras ações militares com altos integrantes do governo, na tentativa de encontrar maneiras de pressionar o Irã a aceitar as exigências dos Estados Unidos, após os esforços atuais não conseguirem fazer Teerã recuar.

Nos últimos cinco dias, os EUA realizaram ataques diários contra posições iranianas ao longo do Estreito de Ormuz, incluindo um bombardeio nesta quarta-feira à pequena ilha de Grande Tunb, que serve como base para as forças militares iranianas.

Autoridades afirmam que os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade do Irã de impedir a passagem de embarcações comerciais pela hidrovia.

Mas destruir alvos como lançadores de mísseis e radares também pode abrir caminho para operações militares americanas de maior escala que Trump vem considerando, disseram autoridades.

Segundo as duas fontes, Trump avalia agora uma operação para tomar a ilha de Kharg, o principal centro de exportação de petróleo do Irã, e bombardear complexos subterrâneos na montanha Pickaxe, que se acredita estarem ligados ao programa nuclear iraniano.

Ele confirmou seu interesse em ambos os alvos durante entrevistas nesta semana, embora tenha sugerido que uma operação terrestre para tomar Kharg poderia ficar a cargo de outro país.

"Temos outras pessoas que farão a campanha terrestre por nós", disse à Fox News, sem dar mais detalhes.

Trump já deu, em outras ocasiões, sinais públicos e privados de que estava disposto a ampliar a ofensiva, mas depois recuou. Desta vez, porém, ele demonstra crescente frustração porque o Irã não está cedendo às exigências americanas sobre seu programa nuclear e continua restringindo o tráfego no estreito.

O presidente tem alternado entre demonstrar ceticismo sobre a disposição do Irã para negociar um acordo e afirmar que o país estaria pronto para voltar à mesa de negociações.

"Eles querem um acordo desesperadamente. Não gostam do que estamos fazendo e realmente querem um acordo. Vamos descobrir se faremos um acordo com eles ou se simplesmente terminaremos isso", disse Trump nesta quarta-feira, durante um evento da indústria de defesa na Pensilvânia.

Há uma semana, porém, Trump expressou uma visão diferente, afirmando que era uma "perda de tempo" continuar conversando com o Irã.