Idosa morre após passar por cirurgia destinada a outra pessoa em hospital de Campinas A família de Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, que morreu três dias após ser submetida a uma cirurgia destinada a outra pessoa no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP), contou que o hospital apontou que a idosa teria um "benefício clínico" com o procedimento realizado por engano. Em 8 de junho de 2026, Jandira estava internada para tratar uma obstrução intestinal provocada pe
Por Daniely Fernandes, Giulia Bucheroni, EPTV e g1 Campinas e região
23/07/2026 03h00 Atualizado 23/07/2026
A família de Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, disse que o hospital citou um "benefício clínico" após operá-la por engano. Ela morreu três dias depois.
Em 8 de junho, a paciente foi submetida a uma gastrostomia destinada a outra pessoa. O erro foi descoberto depois do procedimento.
Após o hospital descobrir o erro, a família foi chamada para uma reunião com o diretor clínico e a diretora do centro cirúrgico. Nela, o benefício teria sido citado.
A idosa apresentou piora em 9 de junho, com sinais de sepse e confusão mental. Ela morreu na quinta-feira (11), sob cuidados paliativos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O hospital admitiu o erro e abriu uma sindicância interna. A instituição afirmou que o procedimento realizado "não alterou o prognóstico da paciente".
Idosa morre após passar por cirurgia destinada a outra pessoa em hospital de Campinas
A família de Jandira Marina Dias Braga, de 76 anos, que morreu três dias após ser submetida a uma cirurgia destinada a outra pessoa no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP), contou que o hospital apontou que a idosa teria um "benefício clínico" com o procedimento realizado por engano.
Em 8 de junho de 2026, Jandira estava internada para tratar uma obstrução intestinal provocada pela recidiva de um câncer de cólon e aguardava definição da equipe médica sobre o tratamento, mas foi encaminhada ao centro cirúrgico sem maiores explicações.
Segundo a neta Camila Dias Barozzi, após o hospital descobrir o erro, a família foi chamada para uma reunião com o diretor clínico e a diretora do centro cirúrgico.
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Jandira Marina Dias Braga, paciente com câncer, passou por cirurgia destinada a outra pessoa no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP), e morreu três dias depois. — Foto: Reprodução/EPTV
Durante as conversas, o diretor supostamente admitiu que a falha nunca teria ocorrido na carreira dele, mas que, ainda assim, o procedimento permitiu que fluidos associados à obstrução do intestino fossem drenados, o que seria benéfico para a idosa.
"No outro dia, ela já começou a voltar esse líquido com aspecto de fezes e vomitar. Então aquilo que ele tinha me falado que seria benéfico, não foi", contestou Camila.
A neta também relatou que o quadro de saúde da idosa piorou depois da cirurgia. "Ela já começou a ter taquicardia, já começou a ter sinais de sepse logo após o processo cirúrgico. Foi então que o quadro clínico dela decaiu muito", disse.
O hospital admitiu o erro, disse que abriu uma sindicância interna para apurar o caso e que foram adotadas medidas administrativas contra os profissionais envolvidos, e que uma avaliação médica e técnica concluiu que a cirurgia "não alterou o prognóstico da paciente" — veja a manifestação abaixo.
Cirurgia feita por engano
Jandira Marina Dias Braga, paciente com câncer, passou por cirurgia destinada a outra pessoa no Hospital Beneficência Portuguesa, em Campinas (SP), e morreu três dias depois. — Foto: Reprodução/EPTV
A EPTV, emissora afiliada da TV Globo, teve acesso aos documentos do prontuário. Eles mostram que Jandira passou por uma gastrostomia endoscópica, procedimento para colocação de uma sonda diretamente no estômago. A cirurgia começou às 18h45 e terminou às 19h20.


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