Transferência de terreno sela acordo entre governos estadual e federal para reassentamento de famílias da Favela do Moinho

O governo do estado de São Paulo assinou, nesta sexta-feira (3/7), a posse do terreno onde ficava a Favela do Moinho, na região central de São Paulo, quase um ano depois de uma disputa política travada com o governo federal após um acordo que previa moradia gratuita para os moradores da comunidade. Com a transferência, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) mostrou as primeiras imagens do projeto do parque que deverá ser construído no local.

Governo de SP recebe posse de área da Favela do Moinho e mostra projeto para construção de parque

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De acordo com o anúncio, todo o projeto do novo empreendimento já foi desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). Localizado no bairro Campos Elíseos, o espaço contará com 61,3 mil m² de área e irá atravessar o Viaduto Engenheiro Orlando Murgel, estando situado entre as faixas operacionais das linhas 7 – Rubi, 8 – Diamante e 11 – Coral da malha ferroviária metropolitana.

O Parque do Moinho, como foi batizado, será destinado a lazer e convivência social, segundo o governo paulista. Futuramente, a expectativa é de que uma nova estação de trem seja instalada no terreno ao lado — que atualmente pertence à Companhia de Entrepostos e  Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) e proprietário particular e está em processo de transferência para o estado de São Paulo.

A assinatura da transferência põe fim às tratativas entre os governos estadual e federal, cujo acordo previa subsídio de R$ 250 mil, por família, para a aquisição de imóveis. Desse total, R$ 180 mil seriam custeados pela União, e o restante, R$ 70 mil, por São Paulo.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP Os moradores puderam optar por imóveis novos ou usados, em qualquer município paulista. Famílias que optaram por imóveis em construção tiveram direito a auxílio-moradia de até R$ 1.200 por mês durante o período de transição, sendo R$ 800 custeados pelo Casa Paulista, do governo Tarcísio, e R$ 400 pela Prefeitura de São Paulo.

Mas, durante o processo, o Moinho virou palco de disputas políticas. De um lado, Lula chegou a dizer que o subsídio integral de moradias no valor de até R$ 250 mil só seria possível por causa da costura feita pelo governo federal e criticou a atuação truculenta da Polícia Militar (PM) na comunidade. Do outro, a gestão Tarcísio criticou a suposta demora e burocracia do governo federal para liberar a verba para o programa e disse que dava continuidade à remoção das famílias do local sem ajuda externa.

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