A Febre do Nilo Ocidental voltou a chamar atenção no Brasil após novos casos. Entenda como o vírus é transmitido, quais são os sintomas, o papel dos mosquitos e das aves, como funciona a vigilância e por que a notificação de animais suspeitos é importante. O …
25 de agosto de 2026 Gislaine Lima 8 comentários
São Paulo confirmou nesta segunda-feira (24) os 2 primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental registrados na história do estado.
No mesmo dia, Santa Catarina confirmou a primeira morte pela doença, aumentando a atenção das autoridades de saúde para a circulação do vírus no país.
Em São Paulo, os casos envolvem uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que já se recuperou, e uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanece internada.
O local provável onde as duas foram infectadas ainda está sendo investigado pelas autoridades de saúde. Os diagnósticos foram confirmados pelo Instituto Adolfo Lutz e notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN).
Já em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, morreu em 8 de agosto após apresentar um quadro associado à Febre do Nilo Ocidental. A confirmação do óbito foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde nesta segunda-feira.
A confirmação da doença nos dois estados chama atenção porque a Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral pouco frequente no Brasil.
O último caso humano havia sido registrado em 2014, no Piauí, e não havia novos casos confirmados no país desde então.aguda ainda pouco conhecida pela população brasileira.
A doença pode ocorrer de forma subclínica, sem sintomas, ou apresentar manifestações clínicas de intensidade variável. Nos casos mais leves, pode provocar febre, mal-estar, dor de cabeça e dores musculares.
Em uma parcela menor dos pacientes, porém, a infecção pode evoluir para formas graves, com acometimento do sistema nervoso central ou periférico, incluindo manifestações como encefalite, meningite, confusão mental, tremores, convulsões e morte.
A principal forma de transmissão acontece pela picada de mosquitos infectados, especialmente os do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas.
O primeiro caso paulista envolve uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que tinha histórico recente de viagem para a região amazônica. Ela apresentou evolução favorável e já está recuperada.
O segundo caso é de uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que continua internada sob cuidados médicos.
Até o momento, as equipes de vigilância epidemiológica ainda investigam o local provável de infecção das duas pacientes.
Essa investigação é importante para determinar onde ocorreu a exposição ao vírus e verificar se existe circulação local do agente infeccioso.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informou que as equipes municipais e estaduais continuam acompanhando os casos e reforçando as ações de vigilância epidemiológica.
A situação em Santa Catarina chama atenção porque o estado registrou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental de sua história.
A vítima foi uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, no litoral sul catarinense. Ela morreu no dia 8 de agosto, e posteriormente a investigação confirmou a relação com a doença.
De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o óbito é considerado uma ocorrência rara.
Um outro paciente foi confirmado em Santa Catarina, um homem de 56 anos de Caçador, também apresentou manifestações neurológicas, mas se recuperou e recebeu alta.




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