Humberto Costa (PT), Paulo Rubem (Rede) e Marília Arraes (PDT) são candidatos ao Senado Federal - Foto: Davi de Queiroz/Folha de Pernambuco. O fim da escala 6x1, a regularização de aplicativos, a reforma no Simples Nacional e outros temas foram debatidos em uma série de sabatinas promovidas pela Fecomércio-PE, nesta quinta-feira (17), com candidatos ao Senado Federal pelo estado. Humberto Costa (PT), Paulo Rubem (Rede) e Marília Arraes (PDT) responderam a perguntas sobre o desenvolvimento econômico de Pernambuco e do país.
As sabatinas foram realizadas em parceria entre a Federação e as emissoras de rádio CBN Recife e Caruaru. Nara de Deus, diretora de Relações Institucionais e Governamentais da Confederação Nacional do Comércio (CNC); Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio-PE; e Aldo Vilela, âncora da CBN, foram os entrevistadores. Humberto Costa O candidato à reeleição, Humberto Costa, foi o primeiro sabatinado. Costa defendeu a ampliação de direitos para os trabalhadores de aplicativos, propondo que a categoria adote o registro de microempreendedor individual (MEI). “O desenho melhor é exatamente esse, de que sejam microempreendedores individuais e que possam ter acesso a benefícios previdenciários e o enfrentamento de certas dificuldades, como o acidente de trabalho”, projetou. Costa ainda debateu desenvolvimento econômico, geração de empregos e regularização da inteligência artificial — a qual considera benéfica, mas com ressalvas. Sobre o projeto da Transnordestina, o petista reconheceu que a obra “caminha a passos extremamente lentos” e mencionou obras parecidas na região. “Eu sou defensor da ideia de que nós devemos fazer como o Paraná, como a Bahia e o Ceará, que estão empenhados em construir ferrovias para transporte de passageiros e de cargas, ligando os principais centros econômicos”, comparou. O projeto da ferrovia é ligar o Piauí ao Ceará, passando por Pernambuco. A respeito da redução da jornada de trabalho de 6x1 para 4x2, Costa traçou uma linha do tempo. “Considero que a capacidade de adaptação que as empresas brasileiras têm vão demonstrar que isso é perfeitamente possível sem o cenário catastrófico que tem sido desenhado. Quem não se lembra que na construção da CLT havia o mesmo discurso? Quando nós tivemos, no início dos anos 60, a adoção do 13º salário era um discurso semelhante”, provocou o senador sobre o tema. Paulo Rubem Nacionalizando o debate a todo momento, Paulo Rubem avaliou que o avanço da proposta de redução da jornada de trabalho no último ano aconteceu no momento certo e deve favorecer, principalmente, as mulheres. “Nós precisamos fortalecer a formalização das relações de trabalho, proteção da seguridade social dos trabalhadores e trabalhadoras, sobretudo do mercado de trabalho das mulheres. As mulheres não têm jornada 6x1, têm jornada 7x0”, elencou, referindo-se às trabalhadoras que trocam a jornada de trabalho pela rotina de cuidado das suas famílias. Nacionalista declarado, também defendeu a regularização dos aplicativos de entrega e transporte, tributação proporcional, valorização das universidades públicas e ampliação de crédito por parte dos bancos públicos. “Eu quero brigar com o ministro da Fazenda, com o Ministério do Planejamento, com o Banco Central — ‘brigar’ no sentido da defesa de ideias de projetos para que a gente crie um bloco diferenciado. Banco público não tem que concorrer com o banco privado no sentido de quem lucra mais. Banco público tem que concorrer no sentido de quem serve mais às necessidades da sociedade”, determinou. Marília Arraes Centralizando o micro e pequeno empreendedor no seu discurso, Marília Arraes defendeu a reforma do Simples Nacional visando empresas e profissionais liberais em situação de inadimplência.




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