A Fictor protocolou nesta terça-feira (23) um plano de recuperação judicial que prevê duas alternativas para pagamento dos credores. Leia mais (06/23/2026 - 21h17)

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23.jun.2026 às 21h17

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A Fictor protocolou nesta terça-feira (23) um plano de recuperação judicial que prevê duas alternativas para pagamento dos credores.

A primeira depende da obtenção de um financiamento de até R$ 150 milhões na modalidade DIP ("debtor-in-possession"), espécie de empréstimo concedido a empresas em recuperação. A segunda prevê a criação de um fundo que distribuiria cotas aos credores em vez de pagamentos em dinheiro.

Foram listadas no plano 40 empresas do grupo organizadas em quatro eixos: holding e financeiro, alimentos, agro e energia/infraestrutura.

Na opção A, a Fictor terá até 18 meses para contratar o financiamento DIP. Caso consiga captar os recursos, os pagamentos serão feitos em duas etapas. Microempresas e empresas de pequeno porte teriam prioridade, com limite de R$ 8.000 por credor.

Depois, receberiam os quirografários (sem privilégio legal de recebimento) com créditos de até R$ 100 mil, em tabela regressiva que vai de 100% para créditos até R$ 5.000 a um teto fixo de R$ 23,7 mil para créditos entre R$ 55 mil e R$ 100 mil. Créditos acima dos R$ 100 mil não entram nessa faixa.

Se o financiamento não for obtido dentro do prazo, os credores que escolherem essa modalidade sofrerão deságio de 95% sobre seus créditos. Os 5% remanescentes seriam pago em 15 parcelas anuais, com carência de 60 meses e correção pela Taxa Referencial mais juros de 1% ao ano.

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O ponto central do plano B passa pela estruturação do chamado "Fundo Credores", destinado a empresas e pessoas que estejam enquadrados nas classes de quirografários (classe III), garantia real (II), micro e empresas de pequeno porte (IV).

Pelas regras, as três classes receberiam cotas em vez de um pagamento em dinheiro —os valores serão distribuídos conforme o valor da dívida com a empresa.

Os quirografários teriam direito a 65% das cotas, enquanto os credores com garantia real e as micro e pequenas empresas receberiam 10%. O grupo Fictor reteria os 25% restantes para "manutenção das atividades e preservação da continuidade operacional do grupo".

Esse fundo seria organizado em seis estruturas separadas, cada uma destinada a um tipo de ativo. A primeira seria o Fictor Securitizadora, que ficaria com três carteiras de crédito inadimplidos, incluindo dívidas vencidas, judicializadas ou em negociação.

O segundo administraria recebíveis do braço imobiliário do grupo, enquanto o terceiro, batizado de Fictor Pay, centralizaria parcelamentos e renegociações com clientes em atraso.

Os outros três fundos cobrem os segmentos de energia, com recebíveis de contrato de fornecimento e geração distribuída; um fundo de créditos contra o Instituto do Açúcar e do Álcool, autarquia federal extinta em 1997; e um fundo para ativos de empresas investidas que não integrem o patrimônio da Fictor.