Torcedores poderão levar bandeiras arco-íris quando Egito e Irã se enfrentarem no Jogo do Orgulho de Seattle na Copa do Mundo, informou a Fifa nesta quinta-feira (25), ecoando comentários dos organizadores locais de que o símbolo representa os direitos humanos, apesar dos protestos dos dois países participantes. Leia mais (06/25/2026 - 19h59)

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25.jun.2026 às 19h59

Sam Tobin e Rohith Nair

Torcedores poderão levar bandeiras arco-íris quando Egito e Irã se enfrentarem no Jogo do Orgulho de Seattle na Copa do Mundo, informou a Fifa nesta quinta-feira (25), ecoando comentários dos organizadores locais de que o símbolo representa os direitos humanos, apesar dos protestos dos dois países participantes.

A partida, à meia-noite de sexta-feira (de Brasília) pelo Grupo G, durante o fim de semana do Orgulho LGBTQIA+, foi batizada de Jogo do Orgulho pelo comitê organizador local de Seattle antes do sorteio de dezembro selecionar os dois países de maioria muçulmana onde a homossexualidade é criminalizada.

Egito e Irã protestaram após o sorteio, com a Federação de Futebol do Egito afirmando que tais eventos conflitam com seus valores culturais e religiosos.

Na quarta-feira (24), o The Athletic citou a Federação Iraniana de Futebol dizendo: "Nenhuma cerimônia ou atividade promocional associada a esse movimento deve estar presente dentro do estádio". Um porta-voz da federação não respondeu aos pedidos de comentário da Reuters.

A Fifa, no entanto, afirmou que a Copa do Mundo é "um evento inclusivo que acolhe pessoas de todas as origens" e que bandeiras arco-íris são permitidas no estádio.

"Manifestações gerais de direitos humanos, incluindo bandeiras arco-íris e outras bandeiras representando orientação sexual e identidade de gênero, são permitidas... E podem ser exibidas dentro dos estádios", disse a Fifa em comunicado nesta quinta.

A entidade enfatizou que as celebrações do orgulho são organizadas pelo comitê local da Copa do Mundo de Seattle e não pela entidade global do futebol.

"Haverá uma partida da Copa do Mundo Fifa em Seattle e, no mesmo dia, eventos organizados por organizações externas acontecerão na cidade", disse o presidente da Fifa, Gianni Infantino, à revista suíça Die Weltwoche em janeiro. "Mas isso não tem nada a ver com a partida em si."

Patti Hearn, diretora executiva do Seattle Pride, elogiou a posição da Fifa, dizendo à Reuters que "é uma bandeira de direitos humanos e é por isso que é permitida no estádio".

"A bandeira arco-íris ou qualquer uma das bandeiras do Orgulho são apenas um símbolo de inclusão, de comunidade, de amor —e isso realmente não é ofensivo", disse ela.

Ela observou que as celebrações do Orgulho não foram abraçadas por Egito e Irã, mas acrescentou: "Existem pessoas queer em todos os lugares e acho que, se pudermos oferecer a oportunidade para o palco mundial ver e experimentar como é estar em um lugar acolhedor e inclusivo...Acho isso ótimo."

Bookda Gheisar, diretora de DEI do Porto de Seattle, que se descreveu como uma lésbica iraniano-americana, ecoou os comentários de Hearn.

Gheisar disse que havia uma contradição em Egito e Irã estarem envolvidos no jogo durante o fim de semana do Orgulho, mas que "o desafio dessa contradição tem sido uma luta da minha própria vida pessoal por 40 anos".

"Certamente não estou sozinha nisso", acrescentou.