Uefa se posicionou contra e afirmou que "a alma e a governança do futebol não são ativos para negociar"; empresa seria avaliada em US$ 20 bilhões

Reprodução/Instagram @gianni_infantino - 24.mar.2026

28.jul.2026 (terça-feira) - 23h10 Siga o Poder360 no Google

A Fifa divulgou um plano para vender participações da Copa do Mundo e de outras competições a investidores privados. A proposta prevê a criação de uma nova empresa para controlar os principais torneios masculinos e femininos da entidade.

A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) se posicionou contra a iniciativa nesta 3ª feira (28.jul.2026), afirmando que o plano cruza uma linha que as instituições dirigentes do futebol jamais deveriam cruzar. As informações foram divulgadas pelo jornal The Times.

A nova empresa seria chamada FFE (Fifa Forward Enterprise) e teria valor inicial estimado em cerca de US$ 20 bilhões. A Fifa manteria participação majoritária e os investidores privados comprariam de 20% a 30% inicialmente, por bilhões de dólares.

Já as 211 associações-membro receberiam fatias individuais, totalizando aproximadamente 20% do capital. Cada associação receberia uma participação avaliada em cerca de US$ 20 milhões, podendo mantê-la ou vendê-la para gerar receita própria.

Segundo a reportagem, o salário para a posição não foi confirmado, mas fontes próximas ao projeto estimam remuneração equivalente à do comissário da NFL, Roger Goodell, que recebe cerca de US$ 64 milhões por ano. Isso representaria 10 vezes o salário atual de Infantino.

Ainda de acordo com a reportagem do jornal britânico, há expectativa de uma reunião de emergência das associações europeias nos próximos dias para discutir respostas à proposta, incluindo a possibilidade extrema de boicote à Copa do Mundo.

Segundo apuração do The Times, figuras próximas ao governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), foram consultadas sobre o projeto. A Fifa confirmou ao jornal que a Thrive Capital, de Joshua Kushner, irmão mais novo de Jared Kushner, genro de Trump, deve liderar o grupo de investidores. O banco JP Morgan atua como assessor financeiro da entidade no processo.