Presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou o esquema de segurança e provocou longas esperas nos acessos
Compartilhar matériaProfissionais da imprensa, artistas e voluntários enfrentaram filas de mais de três horas para entrar no MetLife Stadium, em Nova Jersey, neste domingo (19), horas antes da final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha.
A expectativa pela presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou o esquema de segurança e provocou longas esperas nos acessos.
Para os torcedores, as filas na entrada foram menores, mas a movimentação dentro do estádio também foi intensa, com longas esperas para comprar alimentos e produtos oficiais antes do início da partida.
Os temores em relação à qualidade do ar desapareceram junto com a espessa camada de fumaça que cobria a região nos últimos dias, consequência dos incêndios florestais no Canadá. O calor intenso das semanas anteriores também deu lugar a temperaturas mais amenas e céu limpo em East Rutherford, Nova Jersey.
Vestidos com o tradicional azul e branco da Argentina ou com o vermelho e amarelo da Espanha, os torcedores começaram a ocupar as arquibancadas horas antes da bola rolar, marcada para as 16h de Brasília (15h locais).
Será a primeira final entre duas seleções de língua espanhola desde a criação da Copa, em 1930.
A Copa incorporou diversas tradições do esporte norte-americano, nem todas livres de críticas. Entre elas estão as pausas para hidratação durante cada tempo, aproveitadas pelas emissoras para inserir mais comerciais, além da entrega de anéis de campeão aos vencedores.
Outra novidade está prevista para a decisão: um show no intervalo com Madonna e Shakira, nos moldes do Super Bowl. A expectativa é que a pausa tradicional de 15 minutos seja ampliada para pelo menos 20 minutos e possa chegar a meia hora.
Mesmo com ingressos custando milhares de dólares, os torcedores não hesitaram em investir para acompanhar o confronto entre duas das maiores potências do futebol mundial. Muitos também aproveitaram para adquirir lembranças da final considerada histórica.
Dezenas de pessoas formaram filas nos quiosques oficiais em busca de produtos exclusivos. As camisas das seleções eram vendidas por US$ 130 (cerca de R$ 710, pela cotação atual). Dentro do estádio, o apoio dos torcedores parecia dividido de forma equilibrada entre argentinos e espanhóis.
"Estive na final de 2010, na África do Sul, quando a Espanha conquistou sua outra Copa do Mundo", disse Dxema Azcarate, vestido com a camisa da seleção espanhola e com a bandeira do país pintada no rosto. "Não tenho certeza se vou ter uma terceira oportunidade como essa na minha vida."

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