No início do século 20, antes da Primeira Guerra Mundial , os cientistas ainda se dividiam na discussão se átomos e moléculas tinham existência física . Sem a tecnologia dos tempos atuais, os dois termos eram apenas conceitos científicos que ajudavam em conclusões teóricas. Leia mais (10/04/2026 - 14h00)

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No início do século 20, antes da Primeira Guerra Mundial, os cientistas ainda se dividiam na discussão se átomos e moléculas tinham existência física. Sem a tecnologia dos tempos atuais, os dois termos eram apenas conceitos científicos que ajudavam em conclusões teóricas.

Se um grupo acreditava que eram representações metafísicas, o outro achava que existiam como realidade química e física. Deste segundo grupo faziam parte os físicos Albert Einstein e Jean Baptiste Perrin e o químico Theodor Svedberg.

Considerado um dos maiores cientistas da história, Einsten ganhou o Prêmio Nobel de Física em 1921 pela descoberta da lei do efeito fotoelétrico, mas não conseguiu provar a existência de átomos e moléculas.

O máximo a que chegou foi comprovar matematicamente, em 1905, o movimento browniano, sua teoria para explicar o movimento aleatório de pequenas partículas em um líquido. Ele dizia que tal movimento era causado por colisões entre essas partículas e as moléculas do líquido.

A honra da confirmação física das partículas coube a Perrin e a Svedberg, em estudos diferentes, porém partindo, por coincidência, das análises do estudo de Einstein.

Perrin sustentava que, se as moléculas fossem reais, as partículas misturadas a um líquido não deveriam afundar todas até o fundo, mas se distribuir por todo o líquido. Em 1908, ele conseguiu comprovar essa hipótese por meio de experimentos ao determinar o número de Avogadro, também teorizado por Einstein.

Número de Avogadro é uma constante de proporcionalidade entre a quantidade de matéria (mol) e o número exato de entidades elementares (como átomos, moléculas ou íons) presentes no sistema.

O experimento apresentou as evidências quantitativas da existência de átomos e moléculas, encerrando décadas de debates entre os cientistas.

"O grande trabalho de Perrin foi a verificação e a comprovação disso. Atualmente existem os microscópicos eletrônicos. Na época dele, eram observações, medidas e anotações. Ele deve ter tido um exército de estudantes fazendo isso. Ele analisou os movimentos, fez os cálculos e chegou muito próximo do valor de Avogrado atual", diz Silvio Roberto de Azevedo Salinas, professor sênior de física do Instituto de Física da USP (Universidade de São Paulo).

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Com esse estudo, Perrin determinou o equilíbrio de sedimentação —um conceito usado até hoje em dia—, que é um estado termodinâmico em que a taxa de sedimentação de uma partícula (causada pela gravidade ou força centrífuga) se iguala à sua taxa de difusão na direção oposta.