Veja como é o roteiro de sete noites do MSC Splendida pelo Mediterrâneo, com paradas em Barcelona, Marselha, Toscana, Sardenha, Sicília e Malta. O post Fizemos o roteiro de 7 noites do MSC Splendida pelo Mediterrâneo: veja como é apareceu primeiro em Catraca …
Quem acompanha minhas viagens sabe que os cruzeiros ocupam um lugar especial entre os roteiros que costumo fazer. Gosto da dinâmica de passar o dia explorando uma cidade e voltar ao navio no fim da tarde sabendo que, enquanto janto ou assisto a um espetáculo, ele já está seguindo para o próximo destino. Quando amanhece, a paisagem da varanda da cabine muda completamente.
Foi exatamente essa rotina que vivi durante sete noites no MSC Splendida, navio que será uma das embarcações da MSC Cruzeiros na temporada 2026/2027 no Brasil. Em uma única viagem, caminhei pelas ruas de Barcelona, percorri o porto de Marselha, visitei a Torre de Pisa e o centro histórico de Florença, conheci duas ilhas italianas —Sardenha e Sicília— e terminei o roteiro entre as fortalezas e museus de Valletta, em Malta.
Entre uma escala e outra, ainda houve tempo para experimentar diferentes restaurantes, assistir aos espetáculos inspirados nas produções da Broadway, aproveitar as piscinas e conversar com passageiros de várias partes do mundo.
É justamente esse ritmo que faz do cruzeiro uma forma diferente de conhecer vários destinos numa mesma viagem. Há quem não goste de cruzeiros, e tudo bem! A viagem não acontece apenas nas cidades visitadas.
Enquanto o Mediterrâneo passa pela janela do navio, a programação continua com música ao vivo, bares, restaurantes, spa cassino, cinema 4D e atividades distribuídas pelos 17 decks da embarcação, transformando os momentos de navegação em parte da experiência —e não apenas passatempo entre uma escala e outra.
Outro passeio indispensável é caminhar pela La Rambla, a avenida que liga a Praça da Catalunha ao Monumento a Cristóvão Colombo, à beira do Mediterrâneo e fica bem próximo do porto. Entre artistas de rua, cafés e bancas de flores, a via concentra parte do movimento da cidade e funciona como ponto de partida para explorar o Bairro Gótico e suas ruas estreitas.
Reserve também algumas horas para subir o morro de Montjuïc. É lá que fica o Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC), cujo acervo reúne coleções de arte românica, gótica, renascentista e moderna, com obras de Antoni Gaudí, Salvador Dalí, Diego Velázquez e Ticiano. Dos jardins em frente ao museu, a vista é uma das mais bonitas de Barcelona. O museu também é mundialmente famoso por abrigar a maior e melhor coleção de afrescos românicos do mundo.
Antes de seguir para o navio, vale fazer uma última parada no bairro do Eixample. O restaurante El Mercat é uma boa pedida para provar tapas e pratos da culinária mediterrânea, uma despedida apropriada de Barcelona.
Quando o navio deixa a capital catalã, começa uma transição que faz parte da experiência de um cruzeiro. Confesso que esse é um dos momentos de que mais gosto. Depois do embarque, não há pressa para cumprir um roteiro. O restante da tarde é dedicado a explorar o navio, tomar o primeiro drinque olhando o Mediterrâneo e acompanhar a saída de Barcelona. Quando anoitece, o MSC Splendida já segue rumo à França e a viagem realmente começa.
Foi a minha terceira vez em Marselha —a segunda chegando de navio. A vantagem de revisitar um destino é justamente poder deixar de lado a ansiedade de conhecer os cartões-postais e dedicar mais tempo aos lugares que acabam passando despercebidos na primeira visita. Desta vez, foi o bairro de Le Panier que ganhou protagonismo.
Fundada pelos gregos por volta de 600 a.C., Marselha é considerada a cidade mais antiga da França. Ao longo dos séculos, recebeu comerciantes, navegadores e imigrantes de diferentes origens, herança que ainda hoje se reflete na arquitetura, na gastronomia e na relação permanente da cidade com o Mediterrâneo.
A primeira parada continua sendo a Basílica de Notre-Dame de la Garde, erguida no século 19 sobre o ponto mais alto da cidade. Antes de chegar à igreja, o ônibus faz uma rápida parada no Monumento aos Soldados Mortos do Exército do Oriente e das Terras Distantes, um memorial dedicado aos militares franceses mortos na Primeira Guerra Mundial, de onde também se tem uma vista ampla da costa de Marselha.
Na parte antiga da cidade, o ritmo muda completamente. O Vieux-Port continua sendo o coração de Marselha, com barcos de pesca dividindo espaço com iates e restaurantes espalhados ao longo do cais. Mas foi caminhando por Le Panier que tive a impressão de conhecer a cidade de verdade.
Considerado o bairro mais antigo de Marselha, Le Panier preserva ruas estreitas, escadarias, fachadas coloridas e pequenas praças onde moradores e visitantes dividem mesas de cafés e restaurantes. Ateliês de artistas, galerias independentes e lojas de artesanato ocupam antigos imóveis de pedra, transformando o bairro em um convite para caminhar sem destino e descobrir novos cantos a cada esquina.
Antes de voltar ao navio, ainda deu tempo para comprar os famosos sabonetes de Marselha. Produzido com óleos vegetais por técnicas artesanais que remontam ao século 17, ele continua sendo um dos souvenirs mais emblemáticos da cidade.
Mesmo para quem já a viu inúmeras vezes em fotografias, a inclinação de quase quatro graus continua chamando a atenção. Resultado de uma fundação construída sobre um terreno instável, a torre passou por um amplo processo de estabilização estrutural e hoje pode ser visitada por quem deseja subir seus degraus e observar a cidade do alto.
A descida em direção ao centro passa pelos Jardins das Rampe e conduz às ruas onde Florença construiu parte de sua importância política, econômica e artística. O coração da cidade é a Piazza della Signoria, cercada pelo Palazzo Vecchio, sede da prefeitura desde a Idade Média, pela Loggia dei Lanzi, uma galeria de esculturas ao ar livre, e pela Fonte de Netuno.
Poucos minutos de caminhada separam a praça da Piazza della Repubblica, cercada por edifícios históricos, cafés tradicionais e lojas de algumas das principais grifes italianas, como Gucci, Prada e Salvatore Ferragamo. O percurso segue por ruas movimentadas que revelam, a cada esquina, igrejas, palácios e construções que ajudaram a transformar Florença em um dos principais centros do Renascimento.
Na hora do almoço, uma boa parada foi a Bottega di Fattoria, onde massas frescas são preparadas diante dos clientes. Entre as especialidades da casa estão o pappardelle ao ragu de javali e a bistecca alla fiorentina, dois pratos tradicionais da culinária toscana.
Caminhar pelo centro histórico significa passar pela Catedral de Santa Maria del Fiore, observar a imponência da cúpula projetada por Brunelleschi, atravessar a Ponte Vecchio e chegar a Piazza della Signoria, um verdadeiro museu a céu aberto.




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