O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou nesta noite de terça-feira a reforma de seu estatuto que altera a forma de governança. Na prática, passa a ter um...

Ouvir1×0.5×0.75×1×1.25×1.5×1.75×2×O Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou nesta noite de terça-feira a reforma de seu estatuto que altera a forma de governança. Na prática, passa a ter um modelo similar a empresas.

A proposta foi da atual diretoria comendada por Luiz Eduardo Baptista. E foi uma decisão do corpo do clube de mudar a gestão em vez de se tornar uma SAF, o que é amplamente rejeitado entre sócios rubro-negros.

Entre os pontos aprovados para o estatuto estão:

Na prática, o Flamengo passará a ser gerido como uma espécie de Conselho de Administração responsável pela diretrizes da gestão e por fiscalizar as metas. Já os diretores profissionais têm que propor orçamento e medidas para executar o plano do clube.

É verdade que, no futebol, o diretor está submetido diretamente ao presidente do clube. Ele propõe as contratações e vendas de atletas - entre outros pontos - que passam pelo crivo do mandatário. Que é como o Flamengo, e todos os clubes, sempre funcionaram na prática.

Houve críticas entre conselheiros sobre a centralização de poder na presidência, no caso no atual mandatário Bap e nos conselhos que ele nomeia.

A proposta levou a uma grande participação do Conselho na proposta de emendas. Algumas medidas foram acolhidas para não reduzir o poder do Conselho Deliberativo, outras não.

Um grupo da bancada feminina reclamou da falta de uma diretoria profissional para o futebol feminino que foi proposta e recusada para entrar no texto final.

Mas, no geral, a reforma é uma mudança que aponta em uma gestão mais alinhada com as práticas de governança atuais, sem ter mais aquela velha figura do vice de futebol amador para tomar decisões sobre um departamento de R$ 1 bilhão.

Em relação à gestão atual, a mudança é até pequena pois Bap já adota a prática do Conselho Gestor, em vez dos vices temáticos. Mas fica o legado para o futuro.

Os modelos associativos e SAF não são, por si só, certos ou errados. Clubes-associativos podem ser bem geridos do ponto de vista financeiro como mostram Palmeiras e Flamengo. E SAFs também, como se percebe no Bahia City.

A qualidade dos gestores e a capacidade de fiscalização de órgãos externos vão determinar o sucesso de cada um.

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