Primeira disputa do Rubro-Negro foi apenas em 2019, ano do fim do jejum; empate nesta quinta-feira (22/10) leva para penalidades
O duelo entre Flamengo e Estudiantes (ARG) nesta quinta-feira (22/10) definirá o adversário do Palmeiras na final da Libertadores 2026. Após 0 a 0 na ida, em La Plata, na última quinta (15/10), os times decidirão a vaga nos pênaltis em caso de novo empate, agora no Maracanã, às 21h30 (de Brasília), repetindo o modo de classificação do time paulista contra o Fluminense, na última quarta (21/10).
E você sabia que o Rubro-Negro só passou por disputa de pênaltis em três oportunidades na história da competição? Todas são recentes, aliás, sendo a primeira delas em 2019, ano que o Fla voltou a vencer a Libertadores após 38 anos de espera. Visando aquecer este jogaço, que promete abarrotar o Maracanã, confira tal histórico com o Jogada10!
Vamos situar que a Libertadores existe desde 1960, 12 anos após a realização do Sul-Americano de Clubes Campeões – no Chile -, torneio que idealizou a principal competição da América do Sul. No entanto, a primeira disputa de pênaltis só veio a ocorrer em 1977. Afinal, antes disso, disputas que terminavam empatadas tinham um jogo extra para definir o classificado.
Em sua primeira participação, o Flamengo saiu como campeão, em 1981, em decisão contra o Cobreloa (CHL). Curiosamente, o título saiu em um jogo extra após cada equipe vencer uma partida. Neste caso, a decisão só iria para os pênaltis em caso de empate no terceiro jogo (vencido pelo Rubro-Negro por 2 a 0). De 82 em diante, então, o Fla disputou 13 edições antes de voltar a conquistar o troféu, em 2019.
Nestas, caiu na fase de grupos em cinco ocasiões. Foi até à semifinal em outras duas (82 e 84), perdeu nas quartas em três oportunidades (91, 93 e 2010), além de ficar para trás mais três vezes nas oitavas (2007, 2008 e 2018). Nenhuma dessas foi nas penalidades, no entanto, bem como outras classificações até chegar nas fases citadas.
Assim, a primeira disputa de pênaltis do Flamengo na História da Libertadores foi exatamente em 2019, quando encerrou o jejum de 38 anos. Nas oitavas, a equipe perdeu na ida para o Emelec (EQU) por 2 a 0 na estreia do técnico Jorge Jesus. Na volta, Gabigol marcou duas vezes e ajudou a levar a disputa para penais. De Arrascaeta, Bruno Henrique, Renê e Rafinha converteram suas cobranças. Já Arroyo (Diego Alves) e Queiroz (travessão) desperdiçaram para o Emelec, que voltou para casa mais cedo.
No ano seguinte, ao tentar buscar o tri, o Flamengo ficou pelo caminho para o Racing (ARG), em pleno Maracanã. Na ocasião, a equipe empatou por 1 a 1 na ida, no Cilindro de Avellaneda, em Buenos Aires, placar que se repetiu na volta, no Maracanã. Não sem muita emoção, evidentemente. Afinal, o Rubro-Negro perdia por 1 a 0 (gol de Sigali) até os 45+3′ do segundo tempo, quando Willian Arão aproveitou escanteio cobrado por Diego Ribas para testar para o fundo do gol e levar para os pênaltis. Sem torcida no Maraca por conta da pandemia da Covid-19, o Fla sucumbiu na disputa. Quis o destino que o mesmo Arão (hoje no Santos) perdesse a única cobrança das nove realizadas, parando no goleiro Gabriel Arias.
Por fim, a terceira disputa do Flamengo foi exatamente em 2025, contra o mesmo Estudiantes, adversário desta quinta. No entanto, os mandos eram invertidos. Na ida, o Mengo massacrou o Estudiantes no Maracanã, abrindo 2 a 0 antes mesmo dos 10′ de jogo. Porém, falhou em ampliar a vantagem, sofrendo gol (contra de Léo Pereira) nos acréscimos da etapa final e dando sobrevida aos argentinos.
Copeiros, os Hermanos buscaram uma vitória diante de seu torcedor, no Jorge Luis Hirschi, em La Plata, por 1 a 0, forçando a decisão nas penalidades. Por lá, porém, Rossi realizou a “lei do ex” de goleiro, pegando duas cobranças (de Benedetti e Ascacíbar) contra sua ex-equipe, virando herói e classificando o Flamengo. Será que o filme se repetirá nesta quinta?




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