O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) chamou o presidente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai dos ricos”, ao dizer que o petista recebeu presentes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A fala foi feita nesta quarta-feira (23),…
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) chamou o presidente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pai dos ricos”, ao acusar o petista de ter recebido presentes do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A fala foi feita nesta quarta-feira (23) durante uma live ao lado do senador Sérgio Moro (PL), que concorre ao governo do Paraná, e dos candidatos ao Senado pelo Estado Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL).
“O Lula agora está riquíssimo, Lula não é mais o pai dos pobres que ele falava, ele é pai dos ricos”, afirmou o senador. Ele e Moro criticavam o fato de Lula, enquanto esteve preso por 580 dias na superintendência da Polícia Federal em Curitiba, poder enviar e receber cartas, visitas e “até conheceu a Janja”, enquanto o ex-presidente Jair Bolsonaro é proibido de se comunicar.
Moro ainda ironizou Lula ao dizer que fazia “vista grossa” para um contrabando de cachaça. “A gente liberava lá um contrabando de 51, pessoal falava para gente fazer vista grossa, eu deixava, mas pelo jeito, agora, é Macallan”, disse Moro, fazendo referência à marca de whisky inglês. Ao que Flávio emendou dizendo que Lula recebeu a bebida de presente de Vorcaro.
Flávio se refere às mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro que mostram que o advogado Walfrido Warde dizia articular uma aproximação do ex-banqueiro com o presidente Lula. As informações foram publicadas pelo jornal O Globo. Em um dos diálogos de Warde com Vorcaro, em janeiro de 2025, o advogado afirma que Lula teria agradecido "o whisky" e enviado um abraço.
O Palácio do Planalto, no entanto, afirma que Lula se encontrou com Vorcaro uma única vez, em 4 de dezembro de 2024, e que não houve nenhum outro contato entre os dois. Afirmou ainda não ter conhecimento da susposta articulação de Warde e negou que o presidente tenha recebido presentes.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, é o único entre os candidatos à Presidência formalmente investigado no caso Master. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça atendeu a um pedido da Polícia Federal e determinou a abertura de inquérito, em julho, para apurar a conduta do senador no caso dos repasses de Daniel Vorcaro ao filme "Dark Horse", a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A Polícia Federal apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
O senador foi flagrado pedindo mais de R$ 130 milhões para Vorcaro em conversas de Whatsapp. Nas mensagens, o senador trata o ex-banqueiro como "irmão" e afirma que estaria com ele sempre. Flávio negava ter qualquer relação com Vorcaro até as mensagens virem à tona, em maio, por meio de publicações do portal Intercept Brasil.
Após admitir que pediu o dinheiro ao dono Master, Flávio passou a negar que existissem irregularidades. Ele alega que teria havido apenas um pedido de recursos privados para financiar um filme que seria privado.


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