Atos de 7 de SetembroFlávio defende fim da ditadura de Moraes e guerra ao crime para multidão na PaulistaPor Luis Miguel Vieliczko Kawaguti
Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleFlávio Bolsonaro defende fim da "ditadura de Moraes" em manifestação na Avenida Paulista. (Foto: Reprodução do canal de Silas Malafaia no YouTube)Ouça este conteúdo
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Este conteúdo é sobre um fato que ainda está sendo apurado pela redação. Logo teremos mais informações.Em ato para uma grande multidão na Avenida Paulista, em São Paulo, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro defendeu o fim da "ditadura" do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele também disse em discurso nesta segunda-feira (7) que vai "declarar guerra aos narcoterroristas deste país".
O discurso uniu a pressão pelo impeachment de Moraes após o surgimento de fortes evidências de crimes cometidos por ele e pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, com a segurança pública, a principal bandeira de campanha de Flávio.
O ato reuniu milhares de pessoas que se espalharam por cerca de sete quarteirões entre as ruas Bela Cintra e Pamplona. A maior concentração foi perto do museu MASP, onde o candidato e seus aliados discursaram em um carro de som.
Até o surgimento na semana passada de indícios de que Moraes tentou defender Vorcaro em troca de um contrato de R$ 131 milhões e diversos benefícios, Flávio vinha evitando choques diretos.
Ao lado de aliados como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Nikolas Ferreira (PL-MG), Flávio fez um dos discursos mais contundentes contra Moraes até o momento na campanha eleitoral. Ele tentou deixar claro que suas críticas não eram ao STF como instituição. "O ministro Alexandre de Moraes é uma laranja podre que contamina o Supremo Tribunal Federal", disse.
Flávio abriu sua fala puxando um grito de "Fora, Lula! Fora, Moraes!"
"Daqui a 20 ou 30 anos nós leremos nos livros de história, nossos filhos lerão nos livros de história, que participamos do resgate do nosso Brasil, que nós acabamos com a ditadura de Moraes, que nós viramos a triste página do Brasil, que é esse governo do PT", afirmou.
O candidato disse que Lula é o responsável pelo caos moral que o Brasil tá passando hoje. "Todo esse sofrimento e essa angústia que motivam cada um de nós a vir para as ruas no 7 de setembro. A culpa é dele. Quem vota em Lula tá votando em Alexandre de Moraes", disse
Flávio disse que o "consórcio de Lula com Moraes" vai acabar e que o atual presidente não pode ser eleito para não indicar mais quatro ministros do STF. "Eu vou indicar cinco porque Alexandre de Moraes vai cair", disse em discurso.
"Eu vou indicar pro Supremo Tribunal Federal, homens e mulheres que sejam contra o aborto, que sejam contra as drogas, que sejam contra ideologias de gênero nas escolas, que respeitem a Constituição, que não persigam adversários políticos e que ajudem a resgatar a credibilidade do Supremo", afirmou.
Além de Flávio, o deputado Nikolas Ferreira e o pastor Silas Malafaia deram um caloroso apoio o ministro André Mendonça, cuja investigação sobre o Master descobriu fortes indícios de crimes de Moraes.
Malafaia criticou o fato de Moraes ter pedido uma investigação contra o ministro André Mendonça. "Povo brasileiro, o ministro Moraes pega um documento apócrifo, sem valor, sem cabeçalho, que não tem assinatura de delegado. Para sair da lama em que está envolvido ele acusa André Mendonça", disse.
Entre as pessoas que participaram do ato foi possível ver cartazes de apoio a Mendonça. Um boneco inflável gigante do ministro foi montado por grupos ligados à organização do ato. Também havia um boneco do presidente americano Donald Trump segurando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso.
No campo da segurança pública, Flávio prometeu que vai ser radical. "A partir de janeiro do ano que vem, eu vou declarar guerra aos narcoterroristas desse país. PCC, Comando Vermelho e milícias vão ser classificados como terroristas", afirmou.
"Você que mora em uma área dominada por esses marginais, que tem que pagar pedágio para abrir sua loja, tem que pagar taxa pra sua internet, pro seu gás. Eu vou livrar você desses caras. A partir do ano que vem, você não vai mais precisar olhar pra cara deles, porque eles vão estar presos ou serão neutralizados pela nossa polícia", disse.
Flávio também prometeu reduzir a maioridade penal, promover a castração química de estupradores e fazer com que ladrões de celular passem ao menos oito anos na cadeia.
O ato reuniu milhares de pessoas na Avenida Paulista na tarde de 7 de setembro. Os manifestantes ocuparam ao menos cinco quarteirões da avenida entre o MASP e o prédio da Fiesp, mesmo com um frio de 14 graus e garoa.



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