No Nordeste, Flávio Bolsonaro afirma que manterá o Bolsa Família, caso seja eleito, mas defendeu investimentos além dos programas sociais
Candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (25/8), em Maceió (AL), que os R$ 600 do Bolsa Família perderam poder de compra desde que o valor mínimo do benefício foi estabelecido durante o governo de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Segundo ele, a quantia, que antes era suficiente para “encher o carrinho” do supermercado, já não tem o mesmo efeito.
“Se não fosse o presidente Bolsonaro, muita gente ia passar fome. Foi ele quem colocou o Bolsa Família com o valor de, no mínimo, R$ 600. […] Passados quatro anos, o valor continua o mesmo. E o poder de compra do povo brasileiro despencou. Os R$ 600 que enchiam o carrinho no governo do presidente Bolsonaro agora não enchem mais”, declarou.
A fala ocorreu durante a primeira agenda oficial de campanha de Flávio fora do Sudeste. O senador participou de uma carreata pelas ruas da capital alagoana e teve compromissos com lideranças políticas e empresários.
O candidato afirmou que, caso seja eleito, pretende manter o Bolsa Família para as pessoas que dependem do benefício, mas defendeu que os programas de transferência de renda sejam acompanhados por outras políticas públicas.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles “Os programas sociais, como esse Bolsa Família, não podem ser a última coisa que o governo faz. Nós vamos garantir aqui o Bolsa Família para as pessoas que precisam e vamos oferecer muito mais”, afirmou.
Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro em ato, na avenida Paulista, em março de 2025
Ainda durante a passagem por Alagoas, Flávio apresentou propostas direcionadas ao desenvolvimento econômico do Nordeste. Entre as ideias citadas, está a construção de uma ligação ferroviária entre as capitais da região, com o objetivo de estimular o turismo.
O filho 01 de Jair Bolsonaro (PL) também defendeu investimentos em infraestrutura, produção de energia, agricultura e ampliação da oferta de água. Segundo Flávio, o Nordeste deve ser tratado como uma região estratégica para o crescimento econômico brasileiro.
“Temos que olhar para o Nordeste como uma solução para o nosso Brasil”, disse.
Na área agrícola, o candidato afirmou que pretende ampliar a disponibilidade de água para produtores e transformar a região, nas próximas décadas, em uma das principais áreas de produção de alimentos do país.
Flávio também voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao falar sobre a situação econômica, afirmou que o atual governo é “gastador” e acusou a gestão petista de aumentar o endividamento do país.
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