Levantamento da Adobe Firefly com 50 municípios mostra vantagem de cidades médias na densidade de negócios, empregos e cultura
Priorizar nos meus resultados Google Florianópolis é a cidade mais criativa do Brasil, segundo um estudo da Adobe Firefly. A capital catarinense alcançou 74,6 pontos, em uma escala de zero a 100, e foi a única das 50 cidades analisadas a superar a marca de 70.
O resultado coloca Florianópolis à frente de cidades como Juiz de Fora (MG), Niterói (RJ), Curitiba (PR) e Belo Horizonte (MG) no ranking que mede a densidade de negócios e empregos criativos, a infraestrutura cultural, as atividades de artes e entretenimento e a satisfação dos visitantes.
O levantamento foi elaborado pela ferramenta de inteligência artificial generativa da Adobe, a partir de 22 indicadores relacionados a negócios e empregos criativos, infraestrutura cultural, artes e entretenimento, satisfação de visitantes e preços de atividades culturais.
Florianópolis concentra proporcionalmente muito mais atividades ligadas à economia criativa do que grandes cidades, como São Paulo.
São 270,8 agências criativas por 100 mil habitantes, a maior taxa entre as cidades brasileiras analisadas. Também lidera em estabelecimentos de comércio criativo, museus e empregos criativos na mesma base de comparação.
O resultado ajuda a explicar uma característica importante do ranking: criatividade, neste levantamento, não é sinônimo de tamanho.
Como os indicadores são padronizados pela população, cidades médias conseguem se destacar quando possuem uma concentração elevada de equipamentos culturais, negócios e profissionais do setor.
É o que acontece com boa parte das primeiras colocadas.
Em segundo lugar, Juiz de Fora (MG), com 63,9 pontos; em terceiro, Niterói (RJ), com 63,6 e em quarto, Curitiba (PR), com 62,5.
Em quinto, Belo Horizonte (MG), em sexto, São José dos Campos (SP), em sétimo, São José do Rio Preto (SP), e em oitavo, São Paulo.
Em nono, Porto Alegre (RS), e em décimo, Joinville (SC).
A lista é particularmente favorável às cidades médias. Cinco das dez primeiras não são capitais: Juiz de Fora, Niterói, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Joinville.
A vantagem de Florianópolis aparece em diferentes dimensões do índice. Além da concentração de agências criativas, a cidade tem 55,7 estabelecimentos de comércio criativo e 32,2 empregos criativos por 100 mil habitantes, também as maiores taxas entre os municípios brasileiros avaliados.
A infraestrutura cultural é outro diferencial. Florianópolis possui 8,3 museus por 100 mil habitantes, quase três vezes a proporção registrada em São Paulo.
A cidade também apresenta uma barreira de preço menor para o consumo cultural. O custo mediano de passeios culturais identificado pelo levantamento é de US$ 34 por adulto, contra US$ 181 em São Paulo e US$ 121 no Rio de Janeiro.
O resultado é uma combinação que favorece Florianópolis no índice: uma oferta relativamente ampla de atividades culturais e criativas, alta densidade de negócios e empregos do setor e preços mais baixos para parte das experiências avaliadas.
A capital catarinense não parte, portanto, de uma posição culturalmente desconhecida. Florianópolis integra desde 2014 a Rede de Cidades Criativas da Unesco, na categoria Gastronomia, sendo a primeira cidade brasileira a receber esse reconhecimento nessa área.
O desempenho de São Paulo mostra como a metodologia altera a leitura sobre o tamanho da economia criativa. Em números absolutos, a cidade continua sendo um dos principais centros do setor no país.
Mas, quando empresas, empregos, equipamentos e avaliações são divididos pela população, outras cidades conseguem apresentar maior densidade.
A capital paulista tem, por outro lado, uma vantagem clara em um dos indicadores analisados: lidera o país na avaliação de shows e concertos e aparece também entre as melhores notas para passeios culturais.




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