O FMI (Fundo Monetário Internacional) acaba de atualizar suas projeções para a evolução da economia mundial em 2026 e 2027. As novas previsões estão no relatório trimestral "Perspectivas da Economia Mundial", edição de julho de 2026, publicad

O FMI (Fundo Monetário Internacional) acaba de atualizar suas projeções para a evolução da economia mundial em 2026 e 2027. As novas previsões estão no relatório trimestral "Perspectivas da Economia Mundial", edição de julho de 2026, publicada nesta quarta-feira (8).

O Fundo está mais otimista com a economia brasileira do que os economistas brasileiros, inclusive os do Ministério da Fazenda e os do Banco Central.

Depois de elevar a projeção do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2026 de 1,6%, no começo do ano, para 1,9% em abril, o FMI aumentou agora em julho a previsão de expansão da economia brasileira para 2,4% neste ano."Prevê-se que o crescimento no Brasil continue resiliente em 2026, mas que desacelere de certa forma no próximo ano." -- FMI, julho de 2026

Em sua estimativa mais recente, datada de maio, a SPE (Secretaria de Política Econômica), do Ministério da Fazenda, havia mantido sua expectativa de expansão da economia brasileira neste ano em 2,3%.

No RPM (Relatório de Política Monetária), documento trimestral em que o BC atualiza suas projeções econômicas, o crescimento do PIB tinha sido atualizado, em junho, de 1,6% para 2% em 2026.

No setor privado, conforme a mediana do Boletim Focus, publicação semanal do BC que reúne e organiza as projeções de analistas econômicos, a maior parte deles do mercado financeiro, as estimativas para a alta do PIB neste ano estão em 2%. Grandes consultorias e departamentos econômicos de bancos também registram, no momento, revisões para a expansão da atividade em 2026 para as vizinhanças de 2%.

O destaque do FMI para a revisão favorável de crescimento da economia brasileira em 2026 é o fato de o Brasil ser, ao mesmo tempo, exportador líquido de petróleo e estar situado fora da zona de conflito. A alta prevista nas cotações internacionais, em resposta ao choque de oferta causado pela guerra no Oriente Médio, mesmo com a hipótese de normalização da distribuição do produto, beneficiaria a atividade econômica no país.

Para a economia mundial, o FMI revisou suas previsões para o crescimento global para 3% em 2026 e 3,4% em 2027. Essas projeções não variaram em relação ao relatório de abril, mas expressam redução em relação ao crescimento de 2024-2025, de 3,5%.No caso da América Latina e Caribe, o FMI prevê economias avançando 2,4%, em 2026, no nível do Brasil, e 2,7%, em 2027, acima do país. O México andaria em ritmo mais lento, com expansão de 1,2% neste ano e 1,9% em 2027, ao passo que a Argentina, vivendo um período de retomada, depois de uma forte recessão, cresceria 3,5% este ano e 4% no seguinte.

De acordo com os economistas do FMI, o ambiente econômico mundial do momento reflete a oposição de dois ventos. Um, contracionista, com origem em choques de oferta, como o do petróleo; outro, expansionista, baseado nos impulsos à demanda trazidos pelos avanços da IA (Inteligência Artificial).

É nesse cenário que o FMI prevê uma redução do volume do comércio mundial em 2026, para alta de 3,5%, ante 5% em 2025, mas com retomada para expansão de 4,7% em 2027. Mais uma vez, o elemento-chave do crescimento é "o vigoroso crescimento do fluxo de comércio relacionado com tecnologia".

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