João Campos comandou evento de escuta popular "Chega Junto, Pernambuco", em Caruaru - Foto: Divulgação No município administrado por Raquel Lyra (PSD) entre 2017 e 2022, o pré-candidato ao governo do estado João Campos (PSB) utilizou o ato político em Caruaru, no Agreste pernambucano, para exaltar a definição da composição majoritária de sua chapa, e evitou responder se o presidente da Federação União Progressista, deputado federal Eduardo da Fonte (PP), terá espaço na Frente Popular, já que não é o escolhido pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, para uma das vagas ao Senado. 

O movimento ocorre no momento em que a chefe do Executivo estadual aguarda o desfecho das negociações de seus aliados, afetadas pelas discussões internas na Federação da União Progressista (União Brasil e Partido Progressistas), que repercutem na consolidação do palanque governista.

A menos de 15 dias da convenção, a candidata natural à reeleição ainda não definiu sua chapa. A federação aprovou o nome de Da Fonte, mas Raquel Lyra escolheu o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).

A outra vaga está reservada ao deputado federal Túlio Gadêlha (PSD), e a governadora tem divulgado sua preferência em rodas de conversa.

O ex-prefeito do Recife defendeu o cronograma adotado pela oposição, que acabou sendo antecipado após pressão de integrantes da Frente Popular.

"Foi a escolha mais acertada possível, não tenho nenhuma dúvida. Foi um acerto político, um acerto de tática eleitoral e, principalmente, de coerência", declarou.

Para o pré-candidato, o cenário polarizado, tanto no plano estadual quanto no nacional, exige nitidez dos blocos políticos. A articulação da Frente Popular, que projeta dois nomes para o Senado - Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) - foi apresentada como um alinhamento chancelado pelas direções nacionais do PT e do PSB e pelo presidente Lula.

"Nós estamos com a nossa chapa montada, muito animados. A gente tem a pré-candidatura de Marília, de Humberto, de Carlos Costa, do presidente Lula, diversos deputados e deputadas. Uma estruturação muito bem construída pro diálogo e coerência política", afirmou João Campos. 

O posicionamento sinaliza a estratégia de explorar a estabilidade de sua coligação enquanto o bloco liderado pela governadora busca resolver as pendências partidárias para o fechamento das vagas de vice e Senado.