Sessão tem clima tenso e trocas de provocações entre ministros do Supremo
Priorize VEJA no Google A discussão no plenário do STF, nesta terça, sobre preliminares para a análise do pedido de investigação contra Alexandre de Moraes, chegou até a guerra de decisões judiciais envolvendo o afastamento do chefe da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
“Qualquer cidadão que tenha o mínimo de noção do que significa a Polícia Federal, que é um órgão armado submetido à hierarquia, não faria afastamento de um diretor-geral da polícia. É como afastar o presidente da Nasa”, disse Mendes.
Após críticas de Gilmar Mendes ao despacho de André Mendonça, que afastou o delegado, com apoio de Luiz Fux e Nunes Marques, Fux reagiu juntamente com Mendonça dizendo que o decano do STF havia responsabilizado Lula por não ter demitido Andrei Rodrigues quando este começou a afrontar decisões do STF.
“O que não pode é a Polícia Federal trabalhar contra o Poder Judiciário. Eu sou ministro há 16 anos — vossa excelência está aqui há mais tempo. Eu nunca vi a Polícia Federal peitar ministro do Supremo Tribunal Federal. Nós entendemos que isso foi uma anomalia e ia contaminar todos os julgamentos em relação a fatos graves noticiados”, afirmou Fux.
Para mostrar a Mendes que as críticas dele ao afastamento não eram procedentes, Fux lembrou que o próprio decano já havia pedido a demissão de um chefe da PF ao presidente Lula no passado, quando um escândalo de espionagem contra o próprio Mendes explodiu no segundo governo Lula.
Mendes disse que foi pedir a demissão do chefe da PF a “quem de direito”, concordando que a crise dos relatórios de inteligência clandestinos da PF é responsabilidade de Lula. Era no passado e é agora.
Mendonça concordou com Fux na lembrança e disse que nenhum ministro estaria livre de monitoramentos ilegais da PF, caso a situação continue sem resposta da Corte. O debate segue.



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