Presidente do Banco Central alega que EUA usam de argumentos contra o Pix apenas para ter pretxto que justifique a aplicação de tarifas
Para o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, o governo dos Estados Unidos utiliza de argumentos contra o Pix apenas para ter pretexto que legitime a lógica por trás da aplicação de tarifas aos produtos brasileiros.
“Os argumentos contra o Pix são uma desculpa para criar uma lógica para tarifas”, afirmou o presidente do BC em coletiva de imprensa ao lado de representantes do governo federal, nesta quinta-feira (16/7). “Vou usar uma metáfora para tentar mostrar o quão pouco sentido faz: seria o mesmo que dizer que o saneamento básico prejudica quem tem caminhão pipa”.
Ainda de acordo com Galípolo, o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro não pode ser considerado como uma barreira ao comércio e às empresas norte-americanas, como alega a investigação conduzida Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para justificar a nova tarifa.
“Quando a gente insere o Pix no mercado, quem perde espaço é o dinheiro físico e o cheque, o que é extremamente benéfico para a sociedade”, argumentou o presidente.
Apesar dos ataques ao Pix, ele assegurou que o Banco central seguirá sempre fornecendo o sistema de transferência como algo “gratuito, seguro e instantâneo.”
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Além de Galípolo, participaram da coletiva o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), os ministros Márcio Elias (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Dario Durigan (Fazenda), Mauro Vieira (Relações Exteriores), João Paulo Capobianco (Meia Ambiente) e a secretária de Justiça, Maria Rosa Guimarães.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan
Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB)
Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo
Vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB)
ministro do MDCI Marcio Elias Rosa
Apesar da tarifa geral sobre produtos brasileiros, o documento que oficializa a nova taxação apresenta uma lista detalhada de isenções. Entre os itens que não serão taxados, se destacam, por exemplo, alimentos como café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros.
Frequência de envio: Diário


0 Comentário(s)
Deixe seu comentário