Ministro decano do STF diz que risco ”da politização da Justiça Eleitoral” existe por parte de “quem tenta engajar” o TSE “em proselitismo partidário”; Gilmar já apontou Mendonça como “pixuleco eleitoral”

Ministro decano do STF diz que risco ”da politização da Justiça Eleitoral” existe por parte de “quem tenta engajar” o TSE “em proselitismo partidário”; Gilmar já apontou Mendonça como “pixuleco eleitoral”

Depois de citar possível intervenção estrangeira no processo eleitoral brasileiro, Gilmar escreveu no seu perfil na rede social X: “Mais grave, porém, é o risco que vem de dentro: o da politização da Justiça Eleitoral. Quem tenta engajar o Tribunal em proselitismo partidário deve avaliar se reúne condições de nele permanecer. E os partidos políticos e o Ministério Público Eleitoral devem fiscalizar atentamente se essas condições estão presentes, arguindo a suspeição nos casos em que ela se configure”.

Eis a publicação de Gilmar Mendes no X:

A declaração de Gilmar se dá dias depois de o decano da Corte ter chamado o ministro André Mendonça de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”  durante sessão do STF e em publicação no X. Mendonça é vice-presidente do TSE. 

Ao falar de “pixuleco”, Gilmar fez referência ao boneco inflável levado ao ato de 7 de Setembro na avenida Paulista. O ministro retirou o sigilo do relatório que mostrava conversas do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral da República, Paulo Gonet, com Daniel Vorcaro, às vésperas do feriado. 

Gilmar disse que a medida foi intencional e envolveu o Supremo na campanha eleitoral de forma indevida. Mendonça respondeu que levantou o sigilo de um procedimento específico, em decisão fundamentada, e negou ter usado o Supremo como “palanque”.

Assista ao vídeo (2min12):