Mundial de 2026 teve número recorde de convocados do futebol brasileiro, 32 ao todo, sendo 25 estrangeiros de seis nacionalidades diferentes

A Copa do Mundo de 2026 é a edição que mais recebeu jogadores que atuam no Campeonato Brasileiro e, com o fim da fase de grupos, alguns desses atletas foram essenciais em garantir a classificação de suas seleções, outros amargaram eliminações dolorosas e há, ainda, quem nem entrou em campo. 

Ao todo, foram 32 jogadores do futebol brasileiro convocados para a Copa e, entre eles, Carlo Ancelotti chamou sete para defender a Seleção Brasileira: Weverton, do Grêmio; Danilo, Léo Pereira, Alex Sandro e Lucas Paquetá, do Flamengo; Danilo Santos, do Botafogo; e Neymar Jr, do Santos. 

Os outros 25 convocados estão espalhados por equipes da América do Sul, com a exceção do corintiano Memphis Depay, camisa 10 e maior artilheiro da Seleção da Holanda. 

Além do Brasil, outras duas seleções contam com sete jogadores no Brasileirão: Uruguai (Rochet, do Inter; Varela, de la Cruz e Arrascaeta, do Flamengo; Piquerez e Emi Martinez, do Palmeiras; e Cannobio, do Flu) e Paraguai (Gustavo Gómez, Ramon Sosa e Maurício, do Palmeiras; Alonso, do Atlético-MG; Bobadilla, do São Paulo; Isidro Pitta, do RB Bragantino; e Balbuena, do Grêmio). 

Outros países com jogadores consolidados no futebol brasileiro são Equador, Colômbia e Argentina. Veja, a seguir, os destaques, positivos e negativos, entre os jogadores do Brasileirão na Copa de 2026: 

Na estreia na Copa e com uma equipe ainda não definida, apenas Paquetá começou como titular. Mesmo sem balançar as redes, o meia do Flamengo se firmou na posição como motorzinho, com grande contribuição na construção ofensiva, especialmente nas vitórias contra Haiti e Escócia. 

Já o lateral Danilo entrou no segundo tempo contra o Marrocos, no lugar de Ibañez, e acabou assumindo a titularidade na lateral direita. Já Neymar Jr, o camisa 10 da equipe, foi a campo somente contra a Escócia, após se recuperar de uma lesão na panturrilha. 

Na fase de grupos, não entraram em campo pela Seleção Brasileira o goleiro Weverton e o zagueiro Leo Pereira. Danilo Santos atuou por cerca de 10 minutos contra Haiti e Escócia, assim como Alex Sandro, que só foi a campo na reta final da partida contra o time europeu. 

O caos instaurado no vestiário, aliado ao desgaste do treinador Marcelo Bielsa, levou o Uruguai a se despedir da Copa na fase de grupos pela segunda vez consecutiva.  

Arrascaeta, camisa 10 do Flamengo e da Seleção do Uruguai, se lesionou na preparação para a Copa e não chegou a entrar em campo, nem mesmo contra a Espanha, quando já estava à disposição. Piquerez, preterido por Juan Sanabria, e Emi Martinez também não atuaram na fase de grupos. 

Quem mais atuou foi Varela, titular em toda a campanha uruguaia, e Nico de la Cruz, que ainda lesionou o craque Nico Williams. O goleiro Rochet entrou no 2º tempo contra a equipe europeia, após nova falha do titular Muslera. 

Os comandados por Gustavo Alfaro deram início à campanha na Copa de 2026 sofrendo uma goleada por 4 a 1 diante do anfitrião Estados Unidos. E a estreia teve sabor amargo para Damián Bobadilla, do São Paulo, que abriu o placar com um gol. Depois, foi substituído pelo naturalizado Maurício, do Palmeiras, que anotou o único gol paraguaio na partida. 

O zagueiro e capitão Gustavo Gómez foi o único a iniciar como titular em todos os jogos do Paraguai até então, apesar da atuação criticada contra os EUA. Outro palmeirense, Ramon Sosa só jogou na reta final da estreia e passou em branco. 

Junior Alonso também começou como titular contra EUA e Turquia, mas só entrou no fim do jogo contra a Austrália. Isidro Pitta, por sua vez, jogou apenas contra a Turquia, mas foi mal e não voltou a campo. Balbuena sequer jogou na fase de grupos. 

O grande herói do Equador na Copa do Mundo foi o ponta Gonzalo Plata, do Flamengo, que assegurou a vaga no mata-mata ao anotar o gol da virada sobre a Alemanha, na terceira rodada. 

Esta, por sinal, foi a edição com mais jogadores atuantes no futebol brasileiro convocados pelo Equador: além de Plata, foram chamados Alan Franco, Alan Minda e Ângelo Preciado, do Atlético-MG; e Felix Torres, do Internacional. 

Jhon Arias, do Palmeiras, foi o único a começar como titular em todos os jogos da Colômbia até esse momento da Copa. A melhor partida do meia foi o empate contra Portugal, neste sábado, 27, em que, apesar do empate sem gols, mostrou versatilidade e ajudou a aliviar a pressão da equipe europeia durante os 90 minutos. 

Jorge Carrascal, do Flamengo, e Portilla, do Athletico-PR, não chegaram a entrar em campo na fase de grupos. Andres Gomez, do Vasco, só jogou nos últimos minutos da estreia, contra o Uzbequistão. 

Único argentino atuante no futebol brasileiro a ser convocado por Lionel Scaloni, o atacante Flaco López, do Palmeiras, entrou em campo no segundo tempo contra a Jordânia, mas teve atuação discreta e apenas uma finalização. 

Memphis Depay é o único jogador atuante no futebol brasileiro e convocado para a Copa que não é sul-americano. Na campanha da Holanda, que se classificou na 1ª posição do Grupo F, o camisa 10 começou todas as partidas como reserva, entrando sempre no segundo tempo.