Gol e Azul obtiveram R$ 660 milhões em créditos junto ao Banco do Brasil para capital de giro. O contrato foi assinado nesta sexta-feira (27). Cada uma captou R$ 330 milhões. O valor é o texto fixado por resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional). Leia mais (06/26/2026 - 16h13)
Editado por Alex Sabino (interino), espaço cobre os bastidores da economia e de negócios. Com Luana Franzão e Maria Clara Guilherme
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Gol e Azul obtiveram R$ 660 milhões em créditos junto ao Banco do Brasil para capital de giro. O contrato foi assinado nesta sexta-feira (27). Cada uma captou R$ 330 milhões. O valor é o texto fixado por resolução do CMN (Conselho Monetário Nacional).
Entre as companhias aéreas regionais, a Abaeté conseguiu R$ 819 mil e a Rima, R$ 634 mil, dentro do limite de 1% do faturamento bruto das companhias. A estruturação da linha de crédito foi feita pelo Ministério de Portos e Aeroportos.
As empresas terão prazo de pagamento de até seis meses, com taxa equivalente a 100% do CDI, atualmente em 14,15% ao ano.
O dinheiro é carimbado e reembolsável. Deve ser usado apenas para capital de giro e não pode ser aplicado para outros fins.
A iniciativa é para reduzir riscos à malha aérea nacional e uma resposta à alta do querosene de aviação, o Qav nos últimos meses. As companhias se queixavam do aumento dos custos operacionais.
O modelo do crédito é o mesmo usado em situações anteriores de pressão a serviços essenciais, como nas enchentes no Rio Grande do Sul, em 2024. Não foram divulgados prazos para contratação de novos empréstimos por outras empresas do setor e não há informações sobre eventual prorrogação da medida.
"A linha tem caráter emergencial, prazo curto e foco exclusivo em capital de giro. Sua finalidade é preservar a continuidade das operações aéreas domésticas, apoiar a regularidade da malha e reduzir riscos de desorganização operacional em momento de pressão extraordinária de custos", disse o ministro Tomé Franca.
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