Plano inicial envolvia até sete aeronaves; duas ficaram com a Avianca e uma das cinco destinadas à Gol será cedida à Etihad

Priorize VEJA no Google A Gol vai começar sua operação com Airbus A330-900neo em escala menor do que a desenhada no início do ano. A companhia chegou a reservar junto à Anac matrículas para até sete aeronaves do modelo, mas, salvo novos ajustes, deverá ficar com apenas quatro aviões em sua frota.

O primeiro recuo ocorreu quando o Grupo Abra, controlador da Gol e da Avianca, definiu que duas das sete aeronaves ficariam com a companhia colombiana. Com isso, cinco A330-900neo permaneceram destinados à Gol. No fim de julho, porém, a empresa acertou a cessão, em subleasing, de um desses cinco aviões para a Etihad Airways, reduzindo novamente o número que deverá operar diretamente.

Os A330neo são peças importantes na estratégia da Gol para avançar em voos internacionais de longo curso. A aeronave, de corredor duplo e capacidade superior a 300 passageiros, será operada pela primeira vez pela companhia brasileira. O movimento chama atenção porque ocorre antes mesmo de a Gol estrear os aviões próprios em suas rotas internacionais.

Na última quarta-feira, um A330-900neo pousou no Brasil vindo de Teruel, na Espanha, mas sua passagem pela Gol será temporária. O avião é um dos dois destinados à Avianca e será usado inicialmente pela companhia brasileira em testes, treinamento e certificação. Depois, deverá ser incorporado em definitivo à frota da empresa colombiana.

Os aviões que deverão permanecer com a Gol também estão hoje armazenados em Teruel e ainda não têm data confirmada para chegar ao país. As aeronaves não são novas: eram operadas pela Azul e foram devolvidas à arrendadora Avolon durante o processo de reestruturação da companhia.

A redução ocorre num momento em que a Gol também ajusta sua oferta de assentos. Dados de mercado apontam para uma diminuição de cerca de 5% no ASK, indicador que mede a oferta de assentos por quilômetro, em outubro. Algumas rotas com origem ou destino em Salvador concentram os cortes mais fortes.

Atualização às 13h, de 14 de setembro: Após a publicação da matéria, a Gol procurou o Radar Econômico para esclarecer que nunca anunciou que os sete A330-900neo previstos nos acordos do Grupo Abra seriam incorporados à sua frota. Segundo a companhia, o comunicado de outubro de 2025 previa que a alocação das aeronaves entre as empresas do grupo seria definida posteriormente. Em março de 2026, o Abra informou que até cinco aviões seriam destinados à Gol.