O ator Pedro Cardoso criticou a imprensa e a conduta de candidatos nas eleições ao alertar para um possível colapso democrático no Brasil.
O ator Pedro Cardoso criticou a cobertura da imprensa sobre as eleições de 2026 e afirmou que o processo eleitoral brasileiro não ocorre em um cenário de “normalidade da plenitude democrática”. A declaração foi feita em um vídeo gravado em Paris e publicado neste sábado (29) em seu perfil no Instagram.
Para Cardoso, a tentativa de golpe de Estado não pode ser tratada como um episódio encerrado, especialmente porque candidatos ligados à direita continuam defendendo anistia aos envolvidos em atos golpistas e a libertação de Jair Bolsonaro. “O filho do comandante do golpe último tentado, assim como os outros candidatos que se dizem de direita, insistem no direito que teriam de anistiar golpistas e libertar o líder”, afirmou.
O ator mirou especialmente a forma como esses candidatos aparecem na cobertura eleitoral. “A notícia a ser dada é a do provável colapso do pouco que resta de nossa democracia”, disse. Em seguida, criticou diretamente o enquadramento adotado por veículos de comunicação: “Os golpistas são reportados como se fossem legítimos participantes de uma democracia. Não o são!”
Um post compartilhado por Pedro Cardoso (@pedrocardosoeumesmo)
Cardoso também atacou a influência das grandes plataformas digitais sobre a política brasileira e relacionou esse poder à atuação dos Estados Unidos. “A invasão estadunidense, tenho dito, deu-se já eletronicamente. Trocamos as ruas pelas redes e as redes pertencem a empresas estadunidenses”, declarou.
Segundo o ator, as plataformas não funcionam como ambientes neutros de debate. “As redes estão organizadas para facilitar a mentira e incentivar a agressividade”, afirmou. Para ele, a estrutura das redes estimula comportamentos hostis, reduz discussões complexas a reações simplificadas e amplia a capacidade de interferência política de empresas estrangeiras.
No fim do vídeo, Cardoso também fez críticas ao Legislativo e ao Judiciário. “Uma corja de bandidos ruma em direção a cargos no Legislativo e as debilidades éticas de certos membros do Judiciário são evidentes”, disse. Para o ator, a cobertura eleitoral deveria colocar no centro do debate o risco de erosão democrática, em vez de apresentar defensores de rupturas institucionais como participantes comuns de uma disputa política.

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