O documentário Gonzaguinha, da Maior Liberdade estreia nos cinemas brasileiros na quinta-feira, 3 de setembro, demonstrando que os inúmeros sucessos radiofônicos do cantor e compositor carioca Luiz Gonzaga Jr., o Gonzaguinha (1945-1991), não são mais que a po…
O documentário Gonzaguinha, da Maior Liberdade estreia nos cinemas brasileiros na quinta-feira, 3 de setembro, demonstrando que os inúmeros sucessos radiofônicos do cantor e compositor carioca Luiz Gonzaga Jr., o Gonzaguinha (1945-1991), não são mais que a ponta de um maciço submerso ainda por ser conhecido e estudado.
A diretora do filme, Susanna Lira, é autora, entre vários, dos documentários Mussum, um Filme do Cacildis (2019), sobre o músico, compositor e humorista Mussum, e o crucial Torre das Donzelas (2018), sobre as mulheres progressistas (Dilma Rousseff entre elas) que, no início dos anos 1970, foram encarceradas no Presídio Tiradentes, em São Paulo, por serem classificadas como inimigas públicas pela ditadura civil-militar instalada em 1964. Em Da maior Liberdade, Susanna apoia-se quase exclusivamente em depoimentos legados pelo artista em vídeo e na imprensa – além, obviamente, das canções de Gonzaguinha.
Não se fala em Milton Nascimento, provavelmente o compositor que mais influenciou Gonzaguinha, além de Luiz Gonzaga. Não é objeto direto nem protagonista do filme a relação conflituosa com o pai (filho da dançarina Odaléa, Gonzaguinha nasceu no Morro de São Carlos, bairro do Estácio, berço do samba carioca, e foi criado como filho adotivo de outro casal).
Mas então, se quase tudo parece ausência, o que está presente em Gonzaguinha, da Maior Liberdade? O que parece nortear a narrativa e a seleção de músicas feita por Susanna Lira é o conteúdo de suas letras, sejam elas de lados A, B ou Z. A diretora mostra que Gonzaguinha, um dos compositores mais censurados pela ditadura, mora nas entrelinhas da MPB.
Precisamos de um quilo de farinha pra fazer FAROFAFÁ!
Somos o único veículo crítico e progressista dedicado exclusivamente ao jornalismo cultural, nas suas mais variadas frentes: livros, filmes, música, artes, teatro etc. Se você chegou até aqui é porque está do nosso lado. Ajude FAROFAFÁ a fortalecer o debate e a cultura brasileira.
Diferente dos grandes veículos, não somos donos bilionários e não corremos atrás de cliques a qualquer custo. Isso significa duas coisas:
1. Farofafá trata do que importa para a cultura brasileira — do teatro de grupo às periferias musicais, da literatura marginal às artes visuais — sem precisar agradar patrocinadores.
2. Praticamos jornalismo de fôlego. Críticas, reportagens e ensaios nascem de quem foi ao teatro, ouviu a música, leu o livro, viu a exposição. E tudo o que publicamos é gratuito para qualquer leitor — e queremos que continue assim.
Você pode ajudar a deixar Farofafá mais forte e vibrante! Escolha sua forma de contribuir e vamos farofafar juntos!
Simplify Your Security Protocols with SolidHashs https://solidhashs.pages.dev




0 Comentário(s)
Deixe seu comentário