A nova estratégia educacional do Google coloca o Enem ao lado de grandes exames internacionais e usa IA para diagnosticar dificuldades e orientar a preparação. O post Google amplia simulados com IA e inclui o Enem entre exames internacionais apareceu primeiro…

Principais destaques

ENEM NA BUSCA: o exame brasileiro entrou na lista de nove provas contempladas pelos novos testes práticos do Google.

PARCERIA NACIONAL: a Akira Enem, edtech brasileira, está entre as quatro empresas responsáveis pelo conteúdo dos simulados.

O DETALHE QUE IMPORTA: os novos testes práticos anunciados para a Busca foram liberados globalmente em inglês, enquanto a experiência específica do Enem no Gemini e no Modo IA tem uma implementação diferente.

O Google está transformando suas ferramentas de inteligência artificial em uma espécie de companhia de estudos para quem está se preparando para grandes exames. A empresa ampliou a oferta de testes práticos dentro de seus produtos e incluiu o Enem entre as nove avaliações contempladas.

A novidade chama atenção no Brasil não apenas porque o Enem passou a aparecer na estratégia global de preparação acadêmica do Google, mas também porque uma empresa brasileira participa da construção do conteúdo. A Akira Enem é uma das quatro parceiras responsáveis pelos bancos de questões usados nas experiências de preparação.

Há, porém, uma diferença importante que pode passar despercebida em uma primeira leitura: o Google anunciou os novos testes práticos da Busca em inglês, enquanto o simulado específico do Enem desenvolvido para o público brasileiro faz parte de outra frente, integrada ao Gemini e ao Modo IA.

E isso muda bastante a história para quem está contando os dias para a prova.

Faltam 81 dias para o primeiro domingo do Enem 2026.

A nova experiência faz parte de uma expansão das ferramentas de estudo baseadas em inteligência artificial. A lista divulgada pelo Google inclui nove exames: ACT, AP, Enem, GRE, JEE, LSAT, MCAT, NEET e SAT.

A presença do Enem ao lado de provas conhecidas internacionalmente mostra que o exame brasileiro deixou de ser tratado apenas como uma necessidade regional dentro da estratégia educacional da companhia.

O Google vem tentando fazer com que suas ferramentas deixem de apenas responder perguntas e passem a acompanhar o processo de aprendizagem. A ideia é identificar onde o estudante está errando, apontar lacunas de conhecimento e sugerir caminhos para melhorar.

Esse conceito já aparece em outras iniciativas da empresa.

Em junho, o Google anunciou os chamados study notebooks, uma área do Gemini que transforma materiais enviados pelo estudante em uma experiência de estudo mais interativa. A ferramenta pode criar atividades, avaliar conhecimentos e adaptar o conteúdo conforme o desempenho.

Na mesma apresentação, a empresa confirmou que estava preparando testes práticos para o Enem em parceria com a Akira Enem.

Para colocar os simulados de pé, o Google recorreu a empresas especializadas em preparação para provas.

Entre as parceiras estão a The Princeton Review, a Careers360 e a PhysicsWallah, além da brasileira Akira Enem.

A participação da Akira é especialmente relevante porque o Enem tem características bastante diferentes de exames como SAT, ACT ou GRE. Não se trata simplesmente de traduzir perguntas ou adaptar uma prova estrangeira.

O exame brasileiro trabalha com competências e habilidades, textos longos, interpretação, contextualização e uma divisão própria das áreas de conhecimento.

Por isso, ter uma empresa especializada no Enem participando da construção da experiência ajuda a explicar por que o Google conseguiu colocar o exame na mesma lista de avaliações internacionais sem simplesmente tratá-lo como mais um teste padronizado.