Deputados federais Mendonça Filho (PL): Eduardo da Fonte (PP); e Túlio Gadêlha (PSD). Todos candidatos ao Senado - Fotos: Paullo Allmeida/Walli Fontenele/Paullo Allmeida (Arquivo Folha de Pernambuco) A indicação do advogado Robson Fellype para a Secretaria de Esportes de Pernambuco sinaliza o início das retribuições da governadora Raquel Lyra (PSD) a Túlio Gadêlha.
O deputado federal migrou da Rede Sustentabilidade para o partido da gestora, na tentativa de dar a cara lulista à chapa majoritária. Nos bastidores, já se fala em “consolo anunciado”. Túlio Gadêlha trocou a reeleição praticamente garantida por uma postulação ao Senado. Pressionado no mesmo campo ideológico por Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT), não tem apresentado competitividade. Enquanto isso, Mendonça Filho (PL) ganha terreno depois de surgir espontaneamente nas pesquisas como forte candidato à Casa Alta. Mesmo sendo postulante avulso, o deputado ocupa espaços na capital. Nas agendas de rua pelo Recife, é acolhido pelo eleitorado conservador, renova as energias, ganha densidade eleitoral e garante a Raquel Lyra a simbiose necessária com os recifenses. Por sua vez, Eduardo da Fonte atua em silêncio. O presidente da Federação União Progressista adotou a neutralidade da governadora, sem se amarrar à direita ou à esquerda. Inabalável diante do avanço de Mendonça, aposta na coesão do grupo político. Distante dos holofotes e sem depender da imagem da gestora, atrai novas adesões, fortalece a chapa proporcional para a Alepe e a Câmara. Entre o favoritismo discreto de Da Fonte e a ascensão de Mendonça Filho, Túlio Gadêlha acaba imprensado. Na prática, os postulantes governistas entenderam que precisam ajudar a chapa de Raquel Lyra muito mais do que esperar ajuda dela.



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