Planalto avalia que governo norte-americano não fez concessão a outros países; taxas podem entrar em vigor em 15 de julho

Planalto avalia que governo norte-americano não fez concessão a outros países; taxas podem entrar em vigor em 15 de julho

Sérgio Lima/Poder360 - 10.jul.2026

de Brasília 10.jul.2026 (sexta-feira) - 20h26 Siga o Poder360 no Google

Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que as tarifas propostas pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) ao Brasil são inevitáveis. As taxas podem entrar em vigor a partir de 15 de julho, caso seja essa a determinação do presidente Donald Trump (Partido Republicano). 

O governo norte-americano promoveu uma audiência pública para discutir a tarifa adicional de 25% que quer impor aos produtos brasileiros. O governo Lula não participou das sessões, mas enviou 2 observadores. Além de representantes brasileiros de setores privados que serão afetados pelas tarifas, o senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também participou da audiência.   

O Planalto projeta 2 cenários. O mais provável, a taxação. Se isso ocorrer, continuará com o posicionamento de que as sanções não são justificáveis. 

O menos provável é que o governo Trump opte por adiar o tarifaço. Nesse caso, integrantes do governo Lula avaliam duas possíveis justificativas:

Para integrantes do governo, caso a proximidade com o clã Bolsonaro seja usada como uma justificativa, esse movimento pode deixar mais claro que as tarifas têm origem em política externa, não econômica. A impressão é que os Estados Unidos não estão considerando os argumentos técnicos apresentados pelos setores brasileiros na audiência. 

O Planalto não pede o adiamento das sanções justamente por considerá-las injustas. 

O USTR apresentou as propostas para a taxação nos dias 1º e 2 de junho de 2026. São elas: