O governo do presidente dos Estados Unidos , Donald Trump , suspendeu temporariamente os agendamentos de vistos de imigração em todo o mundo, em meio à ofensiva contra a imigração conduzida pelo governo americano durante o segundo mandato do líder republicano na Casa Branca. Leia mais (08/25/2026 - 22h05)
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25.ago.2026 às 22h05 Atualizado: 26.ago.2026 às 8h58
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Washington | Reuters
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu de forma temporária os agendamentos de vistos de imigração em todo o mundo. A medida ocorre em meio à ofensiva do republicano para restringir a entrada de estrangeiros no país.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA afirmou nesta terça-feira (25) que o órgão começou uma iniciativa global de treinamento em todas as embaixadas e consulados americanos. Segundo ele, os agendamentos de serviços de visto serão ajustados para permitir a capacitação.
O Departamento de Estado não forneceu detalhes sobre o treinamento nem sobre seu cronograma, limitando-se a divulgar que a capacitação tem como objetivo ajudar funcionários consulares a barrar solicitantes considerados propensos a depender de benefícios públicos dos EUA, além de garantir que os pedidos de visto sejam avaliados de forma "abrangente e consistente".
A suspensão dos agendamentos foi noticiada primeiro pelo Financial Times. Segundo o jornal, solicitantes de vistos de imigração que tinham entrevistas agendadas em embaixadas e consulados dos EUA receberam emails informando que seus horários haviam sido remarcados e que seriam posteriormente notificados sobre uma nova data.
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A medida se aplica a solicitantes de vistos de imigração, destinados a quem pretende morar nos EUA. Não há indicação até aqui de que a suspensão afete agendamentos de vistos de turismo. Procurada por email, a embaixada dos EUA em Brasília não havia respondido até a última atualização deste texto.
Trump tem feito uma campanha de deportações em massa e repressão à imigração que inclui a revogação de vistos e green cards, além da rejeição de novos pedidos por uma série de motivos, como opiniões políticas e participação em protestos pró-Palestina. O republicano afirma que a ofensiva tem como objetivo reforçar a segurança interna.
O governo também planeja revogar os vistos de estrangeiros que entraram de forma temporária nos EUA a turismo ou a negócios, mas tentaram estender sua permanência no país ao solicitar asilo.
O Departamento de Estado começou a revisar esses documentos, e os cancelamentos devem ocorrer em etapas. A medida pode impactar até 200 mil titulares de vistos no país e solicitantes de asilo.
"Sob a liderança do presidente Donald Trump e do secretário Marco Rubio, estamos deixando claro que o visto é um privilégio, não um direito", escreveu Tommy Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, em comunicado.
A repressão à imigração feita por Trump, entretanto, tem sofrido alguns reveses judiciais. Na última sexta-feira (21), uma juíza federal dos EUA derrubou uma política do governo que suspendia a emissão de vistos de imigrante para cidadãos de 75 países.
A juíza Jeannette Vargas, de Nova York, anulou a moratória, que estava em vigor desde 21 de janeiro e também atingia cidadãos brasileiros.
Na decisão, ela escreveu que a política contrariava a lei e excedia a autoridade legal do secretário de Estado, Marco Rubio. A medida se aplicava a pessoas que pretendiam morar nos EUA e não afetava, por exemplo, turistas, estudantes em intercâmbio e trabalhadores por tempo determinado.
Além do Brasil, estavam na lista cidadãos de países como Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen, entre outros. O Departamento de Estado argumenta que os imigrantes desses países representam "um alto risco de dependerem de assistência social ou de se tornarem um peso para as finanças públicas".




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