Grupo trazia perfumes do Paraguai ao Brasil e distribuía pelo país a partir de SP. Vendas de fragrâncias árabes ocorriam nas redes sociais

A Receita Federal e os Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagraram, nesta terça-feira (22/9), a Operação Perfume de Mulher, com o objetivo de desarticular um esquema de contrabando e descaminho com eixo de distribuição em São Paulo. O grupo movimentou mais de R$ 300 milhões.

O grupo é investigado pelos crimes de descaminho, evasão de divisas e lavagem de capitais. Eles traziam de forma clandestina ao Brasil perfumes provenientes do Paraguai, com posterior distribuição, a partir de São Paulo, para diferentes estados do país. A quadrilha atuava principalmente em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco.

Segundo a Receita, a organização criminosa foi alvo de mais de 20 apreensões nos últimos dois anos, incluindo uma ação realizada em outubro de 2025, que resultou na retenção de aproximadamente R$ 10 milhões em perfumes importados irregularmente.

As autoridades ainda identificaram indicíos de lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e uso de pessoas interpostas – os “laranjas” ou “testas-de-ferro” – para ocultação de patrimônio. Movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica dos investigados ajudaram a esclarecer o esquema.

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